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Data e HoraSegunda-feira, 08 de Fevereiro de 2010

Gonçalo Byrne

 

Galeria Municipal de Arte de Abrantes
Exposição “Geografias Vivas”, do Arquitecto Gonçalo Byrne

Galeria Municipal de Arte de Abrantes<br>Exposição “Geografias Vivas”, do Arquitecto Gonçalo ByrneA exposição “Geografias Vivas”, do Arquitecto Gonçalo Byrne, é inaugurada na Galeria Municipal de Arte de Abrantes, dia 15 de Janeiro (sexta-feira), às 18h00 e ficará patente ao público até 5 de Fevereiro.

A seguir à inauguração (19h00), Gonçalo Byrne dará uma Conferência aberta ao público, na Biblioteca Municipal António Botto, cujo objectivo é dar a conhecer os projectos/obras patentes na exposição.

Várias vezes premiado a nível nacional e internacional – Prémio Valnor 2005 é apenas um exemplo -, Gonçalo Byrne é autor de uma vasta obra. A sua produção tem mostrado particular relevo nos planos patrimonial e cultural. Professor catedrático, é autor de grandes projectos de arquitectura como o Museu do Mosteiro de Alcobaça e reconversão da envolvente próxima, Centro de controlo de tráfego marítimo do Porto de Lisboa, Edifício Governamental para Sede de Província em Lovaina (Bélgica), reconversão do quarteirão da Império (Chiado,Lisboa), Teatro de Faro, entre muito outros espalhados por Portugal e pelo estrangeiro. Actualmente, desenvolve projectos significativos tais como o da Pousada de Estoi, no Algarve, a Pousada de Viseu, Complexo Imobiliário Estoril-Sol ou o Laboratório Central da EPAL, em Lisboa.
Na área do planeamento urbano realiza, entre outros, os Planos de Pormenor para a área envolvente ao Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, para a Alta Universitária, em Coimbra, para a Cava de Viriato, no âmbito do Programa Polis, em Viseu, bem como o Plano da Vila de Trancoso, no âmbito do Programa das Aldeias Históricas de Portugal.

Esta exposição é organizada pela Câmara de Abrantes em parceria com o Núcleo do Médio Tejo da Ordem dos Arquitectos.

A Galeria Municipal de Arte está aberta ao público de terça a sábado das 10h00 às 12h30 e das 14 às 18h30.

http://www.rostos.pt/

Gonçalo Byrne em entrevista ao Correio da Manhã:

É de Lisboa?

Sou praticamente de Lisboa, mas sou um lisboeta de adopção. Até aos vinte e tal anos vivi no campo.

Isso é um privilégio.

Sem dúvida. Embora tenha feito o liceu na cidade, nasci num sítio lindíssimo na Beira Alta, chamado Urgeiriça. Conhece?

Não, não conheço.

Tinha umas minas, já estão fechadas há anos. Mas de certeza que conhece um sítio, onde fiz a escola primária, chamado Canas de Senhorim. E Urgeiriça, a dois quilómetros, tinha umas minas de Urânio. Nós não sabemos, mas Portugal é dos países com maior riqueza de urânio da Europa ocidental. Tirando vento e a água, é o único combustível energético que temos à fartazana. E que não podemos usar porque somos um país não nuclear! Mas compramos a electricidade à França e Espanha, produzida em centrais nucleares!

Procissão em honra de Sta. Catarina

Cortesia de PomboCorreio via Canas em Peso

Impressões autárquicas

Impressões das Eleições Autárquicas
 

(Publicado na Edição nº 131 do Jornal de Canas de Senhorim)
 

Os Resultados

No passado dia 11 de Outubro os eleitores canenses manifestaram claramente a sua vontade de reconduzir o Professor Luís Pinheiro (para a junta) e a coligação “Todos Juntos pelo Concelho de Nelas” da Dr.ª Isaura Pedro (para a Câmara) para mais um mandato de 4 anos. Os números foram expressivos. Ficou patente a vontade do eleitorado em premiar algum investimento feito na freguesia, sobretudo nos meses anteriores às eleições. Transparece da votação que os canenses quiseram reconduzir a câmara e junta incumbentes, por lhe reconhecerem mérito, sobretudo quando comparado com gestões autárquicas anteriores. Os temas trazidos pelas oposições para o debate foram menos valorados pelo eleitorado, justa ou injustamente, o que se reflectiu na votação.
Ao nível da Junta de Freguesia a minha preferência era diferente da que teve mais votos. Participei activamente, como candidato, na Lista dos Cidadãos Independentes pela Mudança por me ter parecido o melhor projecto. Contudo, desde 12 de Outubro isso é irrelevante. Desejo à nova Junta de Freguesia a melhor sorte – e empenho – pois o mandato vai ser cheio de desafios que irão colocar à prova o poder eleito. Acessos, Centro Escolar, Zona Industrial, Casa da Cultura, etc., são temas, e promessas, que os canenses esperarão ver evoluir nestes 4 anos.
Uma palavra para as oposições (CIM, PS e CDU). Estas três forças tiveram cerca de 45% dos votos, um número que em qualquer lado fala por si. Juntas, foram maioria em 2 das 5 mesas de voto da Freguesia. Merecem por isso respeito e também a cobrança dos eleitores. Cabe-lhes fiscalizar a legalidade e oportunidade das acções e decisões da Junta. Mas também propor soluções se as tiverem.

A corrigir

Sem ter estado em causa a vitória do MRCCS, houve alguma incerteza em saber se haveria ou não maioria. Esta situação gerou em algumas pessoas uma ansiedade que, infelizmente, foi canalizada para comportamentos menos próprios junto das mesas de votos. Situações simples e evidentes como não se fazer apelo ao voto no dia das eleições ou no dia de reflexão, são “normalidades” que parecem esquecidas entre nós. O que justifica a presença, no dia das eleições, todo o dia, de candidatos junto às mesas de voto quando já exerceram o seu direito de votar e não pertencem às mesas? Esta atitude, teremos de dizê-lo com clareza, transmite “pressão” sobre os eleitores e é claramente violadora da letra e espírito das leis eleitorais portuguesas. Mais do que qualquer outro, o cidadão candidato deve mostrar probidade e decoro nos seus comportamentos. Acredito que alguns claudiquem por ingenuidade ou até ignorância dos deveres a que estão obrigados. Penso que caberá às lideranças “educar” os seus apaniguados para posturas diferentes e condizentes com o regime democrático em que vivemos.
Pior ainda, por mais agressivo para os visados, foi a “ tradicional” vaia a quem, pertencendo às listas derrotadas, deu o seu contributo cívico nas mesas de voto. Cidadãos canenses que legitimamente se submeteram ao veredicto popular deveriam ser poupados destes actos intoleráveis mas que entre nós fazem escola. Também aqui acho que são as lideranças que devem chamar as pessoas à razão. Não me satisfaz que alguns digam que “há 4 anos foi pior”. Há 4 anos foi mau e desta vez também o foi.

Via O Beirão Recalcitrante, Manuel Rodrigues

As candidaturas à Junta

Como era de esperar, com a iminência das autárquicas agitou-se a blogosfera canense. Alguns bloguistas resistiram à tentação do entusiasmo circunstancial que o processo político das autárquicas canenses gera, outros, (re)nasceram, convictos de que esta plataforma virtual poderia catapultar as suas convicções para o terreno. Tudo legítimo, se exceptuarmos 90% das intervenções dos comentadores, que de política pouco ou nada falaram, limitando-se a denegrir candidatos e candidaturas. Mas isso era espectável, se atendermos ao prenúncio embrionário de alguns temas de campanha, aparentemente inocentes, mas estrategicamente concebidos como arma de combate político.
Falemos então de política, isto é das eleições para a Junta de Freguesia:
O Bloco de Esquerda absteve-se de participar, podendo deduzir-se dessa ausência um sinal de solidariedade com o Movimento - o mesmo não aconteceu com as outras forças políticas –, a CDU apresentou-se timidamente, à revelia de compromissos assumidos com o Movimento noutros tempos, e o PS, de forma envergonhada, veio palpar o pulso aos canenses, atirando para a frente uma candidata testa de ferro sem fôlego para estas andanças.
A surpresa apareceu pela voz de Ana Mafalda, cabeça de lista da candidatura CIM (Cidadãos Independentes pela Mudança). Num crescendo de entusiasmo, nascido porventura nestas páginas virtuais, a candidatura CIM apresentou-se ao eleitorado com gente jovem, uma campanha dinâmica e um discurso de mudança. Parecia assim a candidatura mais bem colocada para disputar a junta a um MRCCS travestido de azul-laranja.
Se excluirmos a génese municipalista que o Movimento mantém no fundo na gaveta, pouco ou nada distinguia as ideias destas duas candidaturas. Aliás, a “mudança” que Ana Mafalda propunha pareceu esgotar-se na faixa etária dos elementos da sua equipa, ainda assim, uma aposta promissora, esta de trazer gente nova para os meandros da política local. Arredado confortavelmente da agenda política o estigma da criação do concelho, os dois projectos em nada ou quase nada diferiam, fosse na essência ou nas prioridades, isto é, comungavam a mesma intenção, a de pressionar a câmara de Asnelas em termos de investimento e desenvolvimento da freguesia de Canas. Como o desafio dos canenses não é “o que fazer” mas sim “como fazer”, Luís Pinheiro, com provas dadas, saiu, nesta relação, em vantagem e estrategicamente melhor posicionado. A haver diferenças seria quanto ao método, designadamente o compromisso que Ana Mafalda assumiu em marcar presença na Assembleia Municipal, por oposição a Luís Pinheiro que desconsidera a participação nesse fórum, alegando que tal disponibilidade não tem qualquer resultado prático. Por outro lado, a relação privilegiada e “colorida” de Luís Pinheiro e Isaura Pedro, ainda que desconfortável para certos sectores da sociedade canense, constitui uma vantagem para Canas, assim se cumpram os compromissos formais ou de bastidores que todos desconfiamos existirem. E isto, o povo soube avaliar, escolheu para a Junta quem lhe pareceu mais capaz de influenciar Isaura Pedro e escolheu para a Câmara Isaura Pedro para que se deixasse influenciar.
Mas os canenses não isentaram a lista CIM de responsabilidades políticas. Os votos obtidos conferem-lhe a obrigação de desempenhar o papel de oposição no seio da Junta, circunstância que por certo Ana Mafalda não abdicará, até porque não deixará de cobrar as promessas que Luís Pinheiro fez e que todos gostaríamos de ver cumpridas (Casa da Cultura, Parque Industrial, etc.). Luís Pinheiro e o Movimento têm mais quatro anos para demonstrar do que são capazes e que poder de influência têm perante o consulado social-democrata residente em Asnelas.

Espectáculo de fantoches nas Casas do Visconde

 

Ovídio, às vezes

Espectáculo de fantoches para m/16 anos (60 min.)

por Helen Ainsworth, com encenação de John Mowat

Três histórias para rir e chorar do poeta romano Ovídio

 

3 e 5 de Outubro’09, 16H00, n’As Casas do Visconde, Canas de Senhorim (Rua Arq. Francisco Keil Amaral, 58)

 

Entrada: 2 euros

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