Canas OnLine

A Vila de Canas de Senhorim é uma terra tipicamente beirã. Situada entre a Serra da Estrela e a Serra do Caramulo é ladeada pelos rios Mondego e Dão. A sua história remonta a tempos milenares, conforme documentam os diversos vestígios pré-históricos e romanos existentes. Foi-lhe concedida carta de foral em 1196 e em 30 de Março de 1514 o rei D. Manuel I confirma o privilégio através de novo foral, o qual confere à vila o estatuto de concelho. Em 1866 é extinto o concelho, circunstância nunca aceite pela população que ao longo do tempo tem lutado pela sua restauração >>>

Início arrow Artigos recentes
Data e HoraSábado, 31 de Julho de 2010

Moção apresentada pela Junta de Freguesia de Canas de Senhorim a propósito do traçado do IC37

A Junta de Freguesia de Canas de Senhorim, reunida em 14 de Maio de 2010, no âmbito da consulta pública sobre o resumo não técnico do Estudo de Impacte Ambiental do projecto rodoviário do Itinerário Complementar IC37, aprovou por unanimidade a solução 1 como sendo a única que serve os interesses da Freguesia e de todos os habitantes desta Zona, submetendo-a à aprovação da Assembleia de Freguesia realizada no dia 16 de Maio que, da mesma forma aprovou por unanimidade este documento, argumentando o seguinte entendimento:

-    É definido que um itinerário complementar deve assegurar a ligação entre a rede nacional fundamental e os centros urbanos de influência concelhia e supra concelhia, bem como com os itinerários principais, permitindo a maior fluidez de tráfego com consequentes ganhos de tempo, sendo o IC 37 o suporte para a articulação e polarização de Viseu com o “Eixo Beira Serra”, permitindo uma melhor articulação social e económica dos Concelhos de Viseu, Nelas e Seia

-     Como se observa no quadro 2 deste estudo no respeitante à área Dão Lafões, todas as Freguesias do Concelho de Nelas se encontram largamente beneficiadas mas, o mesmo estudo, antes de apresentar os prós e contras das duas soluções em causa, de forma pouco isenta, aponta claramente uma tendência para a solução 2 que mais parece ser elaborada sobre encomenda.

-    A solução 1 apresenta o traçado sem que este em nada afecte qualquer freguesia, antes pelo contrário, o nó de Santar beneficia as freguesias de Moreira e Santar e no nó de Nelas Poente com o IC 12 previsto desenvolve e liga as Freguesias de Canas de Senhorim, Carvalhal Redondo e Aguieira, referindo ainda que o traçado contorna, preserva e salvaguarda a área mineira de Valinhos em recuperação ambiental, não mostrando qualquer impacto significativo nas vinhas existentes ao longo deste traçado.

Seguindo este traçado no Km 16+609 implanta-se o nó das Caldas da Felgueira, garantindo a acessibilidade ao Folhadal e consequentemente a Nelas (centro da Vila em 2 minutos) e à estância Termal que, sem qualquer prejuízo na área protecção da Água Mineral Natural, a torna mais atractiva, promovendo-lhe todo o desenvolvimento inerente.

-    A solução 2 apresenta o Nó de Santar  entre Alcafache (a norte -  nascente) e Santar (sul poente), privilegiando a optimização dos acessos a Santar e Mangualde, nomeadamente Lobelhe e a saída termal de Alcafache.

O Nó de Nelas desenvolve-se na área de Vilar Seco, servindo igualmente Mangualde pela EN234 afastando do desenvolvimento a parte sul do Concelho de Nelas. O nó de Senhorim junto das Carvalhas, serve Nelas de uma forma  distante mas liga Mangualde pela zona da Cunha Baixa.

-    Em todo o estudo verifica-se nos vários itens que a solução 1 tem poucos impactos negativos em relação à solução 2 que, pelo contrário, se revela mais penosa nos recursos hídricos, nos solos RAN e REN, na movimentação de terras e taludes e, entre outras, nas áreas de máxima infiltração.

- No geral, a solução 1 mostra a sua construção  mais favorável, com menor impacto ambiental, com maiores impactos sociais positivos, mais vantajosa no impacte visual e como se verifica no quadro 9 as situações estudadas não contêm desvios significativos.

-    Agora o que se observa na página 27 é no mínimo constrangedor que o Município de Nelas defenda a solução 2 que refere o seguinte: “ A solução que contorna Nelas por norte revela-se mais preferencial, em virtude de permitir o acesso, de forma mais rápida, à Zona Industrial de Nelas 1 e à EN234, que estabelece directamente a ligação com o Concelho de Mangualde… por outro lado privilegia-se igualmente a articulação entre a EM595 que assegura a ligação entre a EN231 em Santar … permitindo também a ligação ao IC12 para acessibilidade às Termas de Alcafache, a partir do nó de Santar.”

Perante o exposto, deixa-mos algumas reflexões que achamos pertinentes:

-    Esta via estruturante, na solução 1 que atravessa o Concelho de Nelas serve de forma rápida e equitativa  todas as Freguesias na sua ligação a Viseu que, com o acesso existente, em determinadas horas de ponta, consegue chegar-se mais rápido e seguro a Coimbra..

-    Não se pode ignorar um nó de primordial importância nas Termas das Caldas da Felgueira, uma das mais importantes estâncias Termais do País que, ao ser preterido pela outra solução, coloca em causa o seu futuro e merecido desenvolvimento e, de forma definitiva fecha a porta à oferta termal que este Concelho pode oferecer como cartaz de qualidade.

-    O traçado a norte do Concelho (solução 2) com nó na zona do cruzamento de Vilar Seco, distancia ainda mais os acessos que deveriam preferencialmente passar entre as duas freguesias de Canas de Senhorim e Nelas, visto que a proximidade desta solução com Mangualde que, já servido com fortes ligações rodoviárias, distancia ainda mais a ligação de todas as Freguesias de Nelas com Viseu.

-    O Concelho de Mangualde já servido pela A25 em grande parte da sua extensão, com o IC12 a terminar na Cidade e com a estrada que liga em apenas 5 minutos as Termas de Alcafache com a Zona Industrial de Viseu, a solução 2 só duplicaria vias de acesso nesse Concelho em detrimento do nosso.

-    A solução 1 – a nascente de Canas de Senhorim é, sem dúvida, a que mais benefícios traz ao Concelho porque serve igualmente as duas maiores Vilas, não as dividindo mas sim criando uma sintonia perfeita entre todas as Freguesias deste Concelho e o seu consequente desenvolvimento, não causando qualquer constrangimento à Zona Industrial 1 pois fica servida com o IC12, que Nelas já está a preparar a sua alternativa com a construção da variante que serve a Vila e a referida Z I 1, não se podendo descurar que este nó (Nelas IC37) serve de forma directa a Zona Industrial 2 com empresas de grandes dimensões aí instaladas e a Zona Industrial de Canas de Senhorim, consubstanciando as suas consequentes expansões.

Perante o exposto, solicitamos e esperamos que prevaleça o bom-senso, na defesa do interesse dos habitantes deste Concelho e de toda esta Região, em detrimento de alguns interesses meramente pessoais e pontuais que, ao tentarem “condicionar” o poder político, não podem nem se devem sobrepor ao superior interesse do bem comum e ao desenvolvimento sustentado e equilibrado das populações.

Por último, e por considerarmos politicamente inaceitável a posição tomada pela Câmara Municipal de Nelas neste processo a favor da Solução 2 – ocultando dos Munícipes do sul do Concelho as suas escolhas que prejudicam de forma irremediável o estratégico sector do Turismo Termal nas Caldas da Felgueira e o desenvolvimento de Canas de Senhorim – os membros da Assembleia de Freguesia tudo farão para esclarecer a população sobre as responsabilidades politicas da Vereação por esta escolha, alertando as forças vivas da freguesia de Canas de Senhorim, freguesias e concelhos vizinhos (Carregal do Sal e Oliveira do Hospital) para o erro histórico e claramente divisionista que este executivo camarário se prepara para (re) confirmar a exemplo do que já havia feito em 2008. Apelamos também à população, na melhor tradição reivindicativa da Freguesia, para que participe activamente na consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental e, sobretudo, que faça sentir o seu desagrado, de forma veemente, à Presidente da Câmara Municipal em quem recentemente depositou a sua confiança politica.

Por isso reiteramos o nosso voto na Solução 1, por ser a única que desenvolve de forma igualitária todo este Concelho e esta Região, acabando com o flagelo da penosa estrada que ao longo de décadas nos liga à nossa Capital do Distrito.

Texto http://canascim.org/

Oferta de emprego

Ministério da Defesa Nacional, Força Aérea Portuguesa, Administração Pública

DR II Série, N.º 62, de 30MAR2010, Aviso 6503 

Técnico de Diagnóstico e Terapêutica - Terapia Ocupacional (1 posto de trabalho)

Técnico de Diagnóstico e Terapêutica - Medicina Nuclear (1 posto de trabalho)

DR II Série, N.º 62, de 30MAR2010, Aviso 6504 

Carreira especial médica - Área de medicina geral e familiar (1 posto de trabalho)

Nota: Brevemente serão publicados em Diário da República lugares a concurso para a carreira especial médica, áreas de Urologia, Radiologia e Medicina Interna

As crianças não dão votos!!!

Hoje deu-me para retirar este pequeno texto do programa do nosso Governo:

I. MAIS E MELHOR EDUCAÇÃO
1. Educação de infância, ensino básico e ensino secundário
2. Apostar em mudanças estruturais, para conseguir a educação de qualidade para todos
3. Superar o atraso educativo português face aos padrões europeus, integrar todas as crianças e jovens na escola e proporcionar-lhes um ambiente de aprendizagem motivador, exigente e gratificante, melhorar progressivamente os resultados, fazendo subir o nível de formação e qualificação das próximas gerações, tudo isto constitui uma urgência nacional."

 

Depois de ponderar, decidi tirar e editar estas fotos do Jardim de Infância de Canas de Senhorim. (Estas fotos foram tiradas do exterior do infantário sem o conhecimento das educadoras ou funcionários).

Para quem não sabe abriu uma segunda sala no infantário há cerca de 3 anos, e por incrível que pareça a Câmara Municipal apenas contribuiu com umas cadeiras e umas mesas, faltando material didáctico para a aprendizagem das crianças. Durante 3 anos as crianças foram evoluindo graças ao apoio material e financeiro de alguns Pais e Educadores.

Estas duas fotos, bom estas duas é mesmo para rir! Esta obra foi feita pela câmara, é uma caixa de areia. Para quem não sabe o que é eu explico: abriram um buraco no chão e colocaram areia lá dentro, com a chuva e 3 ou 4 dias de brincadeira dos miudos a dita caixa de areia ficou como se vê! Então não se devia fazer um aro a toda a volta do recinto?

 



Quanto às novas tecnologias, estes miudos nem estão muito mal, uma aparelhagem usada dada pelos Pais de uma criança - umas vezes trabalha outras não!- uma televisão usada e um dvd emprestado ou dado pela Educadora.

 


Esta foto apesar de não ser bem visível, retrata o estado da pintura do interior do edifício. Neste caso a Câmara já quis pintar, embora fosse no início do ano lectivo, é óbvio que com tanto tempo a altura não era a melhor - quiseram no Natal - mais uma data desajustada, agora é esperar para ver!

 


Estas fotos retratam bem o estado de degradação do chão da sala.

Voluntariado

Como estamos em maré de falar do passado, aqui vai mais uma homenagem, desta vez ao Senhor Padre Domingos e a muita gente anónima, que na nossa terra pratica o bem. Pessoa atenta verificou que era necessário ajudar alguns idosos menos protegidos pela sorte e assim nasceu o Centro de Dia. Este apenas funcionava durante a semana. E como ajudar quem dele precisava ao fim-de-semana?
Deitou as mãos à obra, como se costuma dizer, e pediu ajuda a um grupo de senhoras voluntárias que aos sábados e domingos iam a casa desses idosos levar-lhes o almoço. Apesar de poucas pessoas saberem, em Canas este grupo de voluntariado continua a existir. Ao longo dos anos muitos entraram, muitos saíram, mas o grupo continua. Pessoas que uma vez, todos os meses, “ perde” pouco mais de meia hora do seu fim-de-semana para ajudar os outros! Este grupo faz apenas um pequeno gesto que significa muito para muitos idosos. A sua função é levar o almoço aos fins-de-semana e feriados às pessoas mais idosas e necessitadas da nossa paróquia.
Numa edição de 2005, do Jornal Canas de Senhorim, está escrito que havia apenas 7 pessoas a serem auxiliadas por 27 voluntários. Hoje os números são outros. Há pessoas na Lapa do Lobo, em Vale de Madeiros, pessoas em Canas de Senhorim e na Urgeiriça, ao todo são umas 20 pessoas que são ajudadas por apenas 50 voluntários. Mas já foi necessário ir até à Póvoa, a Carvalhal e à Aguieira. Tendo em conta que cada voluntário apenas vai uma vez por mês, ou seja, por exemplo, no primeiro sábado ou no primeiro domingo e assim sucessivamente, conforme o calendário que está elaborado, seriam precisos, se cada um levasse o almoço, apenas a um idoso ou a um casal, uns 32 voluntários por fim-de-semana ou 128 voluntários por mês sem contar com os feriados ou meses com 5 semanas. Neste momento há voluntários a levaram o almoço a 3 e 4 pessoas! Não é só o levar o almoço, é também uma palavra de carinho e de conforto para as suas tristezas!
Enganem-se se pensam que são só pessoas ligadas à Igreja que participam neste voluntariado. Há homens e mulheres, pessoas católicas praticantes, pessoas que mal frequentam a igreja, formadas e não formadas, mais velhas e mais novas! Existe um pouco de tudo nesta faceta mais humanitária de Canas que não é visível!
Como conseguem perceber pelo texto, este grupo está sempre aberto a qualquer tipo de reforços e, pensando bem, é apenas o tempo de tomarmos um café sentados numa esplanada uma vez por mês…
Acreditem que o sorriso, as histórias de vida, os lamentos que por vezes se vão ouvindo dos nossos idosos valem o tempo que com eles passamos.

Se estiver interessado em pertencer a este grupo ou se quiser mais algumas informações contacte-me através do meu mail

Escola Técnica do Dão

 Edifício onde esteve instalada Escola Técnica do Dão (1967-1985)

O alargamento do período escolar para 6 anos em 1964, levou à construção de um número significativo de escolas do Ciclo Preparatório em todo o país, o que contribui para o aumento da população estudantil. Assim, a vila de Canas de Senhorim foi contemplada com a criação da Escola Técnica do Dão, pelo Decreto n.º 47228 publicado no Diário do Governo, em 30/09/1966. Nesta escola eram ministrados os cursos de Electromecânica, Agente Rural, Formação Feminina e Ciclo Preparatório.
Tudo se deveu à iniciativa do pároco desta freguesia, o Sr. Abade Domingos com a preciosa colaboração e determinação do então Director da Companhia Portuguesa dos Fornos Eléctricos (CPFE), Sr. Eng. Dionísio Augusto Cunha, que constatando uma certa pobreza cultural e social a par de um período de franco desenvolvimento industrial se lançaram na concretização do projecto de criação de uma escola onde se pudesse valorizar a formação integral da população jovem.
Inicialmente a escola funcionou na casa da Raposeira, após obras de adaptação à função do ensino, em instalações cedidas pela administração da CPFE. A própria administração da CPFE assegurou a regência de algumas disciplinas através de Engenheiros e outros Técnicos do seu Quadro.
No ano lectivo de 1985/86 são inauguradas as novas instalações, actualmente denominadas com o nome “Escola C+S Eng. Dionísio Augusto Cunha", em homenagem à pessoa que permitiu a existência de um espaço de formação académica e técnico-profissional nesta vila.

Canas de Senhorim História e Património, JFCS 1996_Ant.º Augusto Carmona Pinto

Contributo para a história da Escola Técnica do Dão

por Artur Rama*

Os pioneiros, Escola Técnica do Dão, 1969/70(?)

 

A escola abriu devido aos Fornos terem feito com que a Escola pudesse ter instalações, e tudo foi feito para que abrisse. Lembro-me que o primeiro ano foi um ano diferente, pois éramos poucos os que fizeram parte da abertura da Escola. Se não me engano, havia 4 turmas (A -B - C e D): da A faziam parte a malta de Canas e Urgeiriça, da B era malta de Nelas, Carvalhal, Folhadal, Senhorim,etc; a C era a turma das meninas (oops, raparigas, senhoras…..whatever) e a D era malta de Cabanas,Oliveirinha, Carregal,etc. Dos professores já não me lembro muito bem, mas lembro-me que o Padre Domingos ( se nao me engano), a esposa do Dr. Alberto Reis, da farmácia do Paço ( Fisica ), e o Sr. Director ( de Carvalhal) faziam parte do corpo de professores.
Passado que foi o primeiro ano, aqueles que passaram continuaram para o segundo ano e depois entrou mais malta que veio da escola primária para o primeiro ano. Havia portanto dois anos escolares. E por ai fora…

Antes de fazer parte da malta que começou e abriu a Escola Técnica do Dão eu ainda andei um ano no Colégio de Nelas, assim que saí da quarta classe. Acabei o ano escolar em Nelas mas depois o meu pai fez com que eu tivesse que repetir o ano escolar em Canas, no ano a seguir. E não me arrependo. Da escola primária lembro-me do Professor Varejão e também do professor Edgar (esse foi o meu professor durante a minha escola primária). Passados 5 anos eu saí e fui para Moçambique ( 1972).

Junto envio uma foto do que foi tirada com o pessoal todo da Escola, se não me engano no ano de 1967. Nesta fotografia recordo-me de muito malta, agora os nomes é que nem todos: em frente, sentados, estão os professores, atrás estão os contínuos e o pessoal da secretaria dessa altura; a moça do lado esquerdo (do pessoal da secretaria) era de Viseu e viveu connosco durante dois anos.

Das raparigas lembro-me, começando da esquerda: moça da Felgueira, Teresa Andrade, Cristina (que saiu do país para o Canadá se não estou em erro), ?,? , Zai (minha irmã), Filomena de Nelas, ?,?,?; atrás delas (esq) ?,?,?,?, Nene, Cristina Cunha,?, Ana do Luís Pinheiro,?. Da fila de trás só me lembro mesmo da Teresa Pinto ( que casou com o Pires).

Dos rapazes (Esq.): ….Quim Cardoso com as mãos na cabeça do Fernando Jorge,?, Rosa da Lapa,?, Gaspar de Nelas, ?, Mouraz e Pires. Sentados, só me lembro do nome do Fernando Jorge. No meio ( Esq.) lembro-me do Tonito de Vale de Madeiros, Tozé Lopes, Monteiro de Vale de Madeiros; da malta de Cabanas, o Morgado, Chico e dos outros não me lembro dos nomes agora. Também estão os irmãos Albuquerque de Nelas, o João do Paço, o Moitas (se nao estou em erro), o Flisberto da Lapa. Do lado direito e também da esquerda - O Rosa da Lapa do lobo, eu, o João Alvadia , o Shete (como a malta lhe chamava e não sem quem mais).

Seria bom que o resto dos nomes fosse encontrado pois penso que esta foi umas das primeiras fotos da Escola, se não a primeira foto com o grupo todo. Se por acaso conseguirem identificar esses nomes digam por favor …gostaria de saber(relembrar) os nomes deles também.[…]

Aqui vai um abraço deste Canense que nunca vos esquecerá, Cheers.

* Artur Rama enviou-nos este testemunho fantástico de África do Sul, onde agora vive. É visível a sua emoção quando fala de Canas e dos companheiros(as) que fizeram parte da sua infância e adolescência. Quem estiver interessado em contactá-lo pode fazê-lo via Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail

*****

por Ana Mafalda

O Minístro da Educação em exercício aquando da criação da Escola Técnica do Dão, cuja designação à época MINISTRO DA EDUCAÇÃO NACIONAL, foi INOCÊNCIO  TELES, sucedeu-o JOSÉ HERMANO SARAIVA, este foi depois substituído, após as manifestações estudantis de 1969, por VEIGA SIMÃO (1970-1974)…

José Hermano Saraiva assinou/promulgou o contrato de trabalho daquela Senhora de bata preta que se encontra em pé entre o Sr. Director e a Profª. de Lavores Femininos, Prof. Ermelinda de Sousa Lopes. Aqui por casa quase que nos era exigido fazer-lhe homenagem!!! lol

[…] quem veio inaugurar a Escola Técnica do Dão foi o Secretário de Estado da Educação Dr. Justino de Almeida, como constava da placa situada à porta principal (entrada para a secretaria)…

Quando do novo edifício 1984, quem veio "fazer a entrega" das instalações foi a Directora de Serviços Drª. Maria da Conceição Castro Ramos.
A foto não é de 1967 mas sim de 1969/1970 ou até posterior?? … porque se fosse de 1967 não poderiam constar alguns figurados. Lembram-se do Prof. Sobral? do Sr. Simão? Reconhecem a Srª Lurdes Matias? O Sr. Director chamava-se José Marques da Costa, formado em História e Filosofia … impunha cá um respeito…

Da ETD dessa época, recordo o medo do Sr. Director, de me esconder debaixo da secretária da minha mãe ou dentro da lareira da secretaria, quando o pressentia (nas férias) … e não era só eu, eram todos os filhos dos funcionários ou prof.s (por vezes não tínhamos com quem ficar … )recordo as partidas do Sr. Simão ( um verdadeiro "prato") do carinho da Sr.ª Lurdes Matias, dos que trabalhavam na secretaria: o Chefe era o Sr. Gonçalves Dias … a D. Fernanda, a D. Beatriz e (…), conheci-os bem, sobretudo pelo convívio em casa!
O Ministro da Educação Veiga Simão veio efectivamente à Escola Técnica do Dão, numa visita não protocolar, foi a Viseu e no regresso passou por aqui, na Escola tiveram conhecimento no próprio dia, um telefonema a partir de uma Escola de Viseu foi o veículo dessa informação…e ocorreu antes do 25 de Abril de 1974 … não consigo precisar o ano e o dia.

A sua vinda deveu-se a uma verdadeira digressão que fez por todo país divulgando a "célebre reforma de Veiga Simão" com a criação dos cursos unificados (unificação dos cursos dos liceus e das escolas técnicas) proporcionando que em ambas as modalidades pudesse ocorrer continuidade para os percursos académicos/estudos superiores, o que até ali não acontecia, só os alunos dos liceus tinham acesso ao ensino superior.

Se por um lado a ideia subjacente "de igualdade de oportunidades" foi à época vanguardista e excelente, com o continuar dos anos destruiu-se por completo uma importante via profissionalizante…

De ministro em ministro chegámos ao que temos hoje :(

[…] recordo as pessoas porque convivi com elas, o Sr. Simão era natural de Penedono fui visitá-lo várias vezes com os meus pais, também visitávamos a D. Fernanda da secretaria […] o resto absorvo de uma "enciclopédia falante" que hoje escuto com mais atenção do que quando por lá andava :)

Essa sim, conhece o cerne das coisas, histórias fantásticas, aliás a minha mãe entra na escola pouco tempo depois de terminar o estudos no Liceu Nun’Alvares(no Carregal do Sal) substituindo o pai da nossa Drª. Catarina, proprietária actual da Farmácia do Pelourinho … é uma longuíssima história.

A memória até é aquilo que mais nos atraiçoa … daí algumas imprecisões que por aqui andam e que não escapam a quem esteve muito por dentro!!
[…]
 

Anúncios grátis, contacte-nos
Se pretender contribuir no enriquecimento desta página envie as suas fotos e/ou os seus textos para geral@canasdesenhorim.org
Página anterior« »Página principal