Canas OnLine

A Vila de Canas de Senhorim é uma terra tipicamente beirã. Situada entre a Serra da Estrela e a Serra do Caramulo é ladeada pelos rios Mondego e Dão. A sua história remonta a tempos milenares, conforme documentam os diversos vestígios pré-históricos e romanos existentes. Foi-lhe concedida carta de foral em 1196 e em 30 de Março de 1514 o rei D. Manuel I confirma o privilégio através de novo foral, o qual confere à vila o estatuto de concelho. Em 1866 é extinto o concelho, circunstância nunca aceite pela população que ao longo do tempo tem lutado pela sua restauração >>>

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Data e HoraSábado, 31 de Julho de 2010

Canas de Senhorim no Guia da Cidade

Canas de Senhorim é uma bonita vila do distrito da Beira Alta, numa região rural de grande beleza natural, que encanta quem a visita.
Esta será uma região de antiga ocupação Humana, como atestam a Orca de Pramelas, e os vários vestígios arqueológicos que demonstram a ocupação Romana deste território, bem como os vestígios de ocupação do Calcolítico na Corujeira.
As referências à localidade vêm já desde o século XII, denotando a importância destes terrenos para a ocupação humana, que aqui desde cedo encontrou as características necessárias para a sua subsistência.
De encantadora feição rural, a região de Canas de Senhorim viu no último século um largo desenvolvimento no sector industrial, albergando a já finda Empresa Nacional de Urânio, muito famosa pela região.
As ruas de Canas de Senhorim mantêm o seu aspecto rural e pacato de outros tempos, saudadas pelas típicas casas Beirãs, de dois andares, graníticas, que atestam o passar dos anos incólumes e inconfundíveis.
A vila orgulha-se do seu Património, que tem na bela Igreja Matriz do século XVIII o seu maior enlevo, destacando-se também o frondoso Pelourinho reconstruído em 1935, e as várias casas senhoriais e brasonadas que existem pela região que demonstram a riqueza gerada pelos férteis solos ao longo dos séculos, como são exemplo a Casa e o Solar da Família Abreu Madeira, ou as da Família Visconde de Penalva.
Muito afamadas são as festividades por alturas do Carnaval, numa tradição que conta com mais de 300 anos de festejos, alegria e tipicidade.

http://www.guiadacidade.pt

 

 

 

 

Hotel da Urgeiriça, 80 anos

1930 - 2010

Cada hotel tem vida própria e os seus segredos. A Urgeiriça não escapa à regra.

A história é insólita. Em 1930, Charles Harbord, um oficial superior do exército inglês comprou uma grande propriedade e ali mandou construir uma mensão. Passados cinco anos transforma a casa numa instância de repouso e de férias, a que chamou "English Hotel Urgeiriça". O hotel ganha fama e continua a crescer. Pouco tempo mais tarde , Mrs. Phfillys Graham, uma inglesa residente no Porto e cliente habitual do hotel, torna-se sócia de Charles Harbord.

Alguma figuras ilustres ficaram ali hospedadas, como foi o caso da jornalista e escritora francesa Christine Garnier, autora do livro "Férias com Salazar", o Marechal Craveiro Lopes, o Rei Humberto de Itália, Sá Carneiro, Primeiro Ministro de Portugal, o actor João Villaret e o Primeiro Ministro de Inglaterra, Sir Anthony Eden em lua de mel com sua esposa, Clarisse Eden, sobrinha de Winston Churchil, entre muitos outras.

www.hotelurgeirica.pt

Solar Abreu Madeira - Canas de Senhorim

Solar Abreu Madeira - Canas de Senhorim - Portugal por Portuguese_eyes.

Depois de percorrida uma longa estrada de pinheiros e mimosas, chegamos a uma vila adormecida da Beira Alta, chamada Canas de Senhorim. Eis o majestoso solar, construído no século XVIII. A criação de gado bovino e cavalar era antigamente o suporte financeiro de quem vivia nestas paragens. A decoração é imponente. Na entrada principal poderá ver duas magníficas carruagens. Ao centro, uma escadaria toda em pedra leva-o até às salas.

Há dois tipos de casas: aquelas, tamanho de catálogo, prontas a usar; e as outras, começadas a partir de dentro, isto é, de quem as habita, de quem as sonhou, para quem foram necessidade e fruição. As primeiras caem em desuso, passam de moda. As outras ganham alma, reflectem as vicissitudes de quem nelas vive, adquirem uma memória, uma identidade própria.

No lugar onde hoje existe o Solar Abreu Madeira, havia uma outra, mais pequena - a Casa da Fonte, que possuia uma Capela dedicada à Senhora da Boa Morte. Esta casa pertencia ao irmão da bisavó do actual proprietário, aliás como pertenciam igualmente quatro outras casas agrícolas próximas.

Outrora, por razões patrimoniais, os filhos varões herdavam morgadios e às filhas era atribuido um dote para um casamento futuro. Porém, a morte relativamente prematura do primogénito (solteiro e sem descendentes) permitiu à irmã receber a herança. Mais tarde, a herdeira ao contrair casamento com um fidalgo originou a que se tornasse imprescindível uma casa maior. Deste modo, e em 1838, transferiram da Casa do Cruzeiro (também pertença da família) uma capela setecentista, dedicada à Nossa Senhora da Conceição. Ainda hoje as duas imagens partilham das honras do altar.

Traduzindo o gosto da época, o Solar alia o estilo neo-clássico do frontão, com o neo-barroco do torreão e da Capela. Contudo os traços de grande casa rural estão lá bem patentes.

A agricultura e a pecuária, que têm sido desde sempre as actividades produtivas, mudaram com os tempos: hoje os cavalos já não vêm da Golegã pois foram substituídos pelos tractores, mas as caleches ainda existem no solar Abreu Madeira, como se fossem verdadeiras peças de um museu. O vinho do Dão e o queijo da Serra são os ex-libris deste solar do século XVIII, conservado na sua traça exterior, no seu recheio e nas suas actividades.

 

Solar Abreu Madeira

MEMÓRIAS DAS INVASÕES FRANCESAS

Relacionadas com este magnífico solar estão algumas memórias das invasões francesas. Deste modo, e em 1810, altura da terceira invasão napoleónica, os franceses espalharam o pânico, roubando e destruindo tudo à sua passagem. Ao grito " vêm aí os franceses", as pessoas fugiam levando consigo tudo o que conseguiam transportar, escondendo os objectos mais valiosos. Objectos em prata e uma colcha Indo- Portuguesa (atestando um passado de prováveis viajantes pelo Oriente) foram enterrados na quinta, escapando à sofreguidão dos franceses.

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Cannas

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Cannas de Senhorym_Painéis em azulejo
Cortesia do Café Canense

Casa da Raposeira

Rua da Estação, n.º 105 3525-018 Canas de Senhorim Tel.: 931 961 079
 

História
A casa da quinta da Raposeira foi mandada construir no início do século XX por Tiago António Marques, ilustre personalidade canense. Foi médico estomatologista, fundador e presidente da Sociedade Portuguesa de Estomatologia de 1919-45. Deu nome a um bairro de Canas de Senhorim, cujos terrenos doou.
Sua filha, que planeava casar-se aqui, acabou por falecer pouco tempo antes da cerimónia, tendo a casa sido herdada pelo seu outro filho, António Vasconcellos Marques, famoso neurocirurgião.
Em 1962 vende-a à Companhia Portuguesa de Fornos Eléctricos, importante indústria metalúrgica nacional do séc. XX. Entre 1967 e 1984 funciona aqui a Escola Técnica do Dão, impulsionada pelo eng.º Dionísio Augusto Cunha (director da CPFE) que dá nome à actual escola EB 2,3/S de Canas de Senhorim.
Desde então atravessou um período de abandono até à sua reconstrução em 2006, após a sua aquisição pelos actuais proprietários.

O projecto de arquitectura foi elaborado por Raul Lino (1879-1974), conceituado arquitecto do século XX, autor de edifícios como o teatro Tivoli, a sede do jardim-escola João de Deus, o liceu Alves Martins em Viseu e inúmeras vivendas em Sintra e Cascais. Foi membro fundador e presidente da Academia Nacional de Belas-Artes.
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