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Data e HoraTerça-feira, 06 de Janeiro de 2009

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Centauro Romano
Logótipo do Canas Online

Centauro Romano

O símbolo associado ao logótipo do Canas Online foi inspirado numa peça romana que Horácio Peixoto recolheu na Quinta do Fojo, em Canas de Senhorim. Trata-se de um elemento terminal de um objecto de culto, uma pátera em bronze, taça cerimonial usada em sacrifícios nos tempos antigos. Representa um Centauro e constitui um dos poucos exemplares encontrados em território português.


Curiosidades

Besencla
Ara votiva

O Concelho de Cannas
1706

Socidade
15 de Julho

Carta de Couto
D. Sancho I

O Pelourinho

Lenda do Pai Mouro
(Lugar do Paimouro)

A história do burro Prim

Lenda da Zefa da Feira

A Cova dos Franceses
Vale Madeiros


Regional

A noite ganhou outra alma!!!

 A Igreja de São Salvador ganhou iluminação, o Largo ganhou nova amplitude e Canas de Senhorim está mais bonita.

Memória sensitiva

Campanha Eleitoral "ad eternum"

por Ana Mafalda

 

 

Ainda não compreendo bem porque me deixo afectar tanto quando passo pelas coisas … haverão concerteza inúmeras pessoas que por aqui passam todos os dias e nem se tocam!
Porque será que sinto que a minha casa não começa nem acaba na porta da Rua?
Não sei se pela idade … mas milhares de memórias associadas a estes lugares assaltam-me em catadupa …
Por exemplo, quando se esperava e desesperava pela abertura da passagem de nível, se fechada, à espera do rápido … então negociavámos insistentemente com os nossos pais, para uma breve ida ao chafariz, matar a sede, quando tão somente o que queríamos era esticar as pernas e aliviar a espera … eles já fartos, lá permitiam a saída do carro …
Ou, na época que antecedia o Carnaval, ir espreitar o barracão do Sr. Mário Ferreira, numa louca correria de curiosidade infantil, tentando adivinhar os carros de Carnaval que ali se faziam ( do outro lado da rua ) para no dia seguinte, como se de um enorme privilégio se tratasse, poder dizer aos amigos da escola: "eu já vi um carro", às vezes nem a carcaça o era, mas aquele sentir, aquela importância posta nas palavras, como se fosse um assunto de gente grande … ou se de um segredo de estado se tratasse!
Ou numa manobra muito mais arriscada, nos abeirássemos dos tanques da feira ( que hoje já não existem) onde habitualmente acampavam pessoas de raça cigana … só pela inocente curiosidade de apreendermos os seus sinais … apesar do medo que sentíamos!
Quando o campo da feira estava impregnado de "putos" que jogavam à bola, em pleno gozo da sua liberdade de crianças ou jovens, cansados mas felizes, essa liberdade que não ousamos dar hoje aos nossos filhos!
Quando, no chafariz, sucedia uma escorregadela desprevenida, para glaudio dos comparsas … mas para o próprio e no Verão sabia que era um regalo … valia qualquer vexame!
E o jogo lá prosseguia, sem equipamento, sem árbitro, nem espectadores mas com um enorme prazer estampado nas suas caras, apenas interrompido "para ver passar o comboio", era sempre um momento alto!
São estas memórias que me assombram, são estas mesmas que me fazem por vezes sofrer, quando me apercebo do estado das coisas que lhe estão associadas.
Muitas vezes (na época em que ainda não havia água canalizada) especialmente no Verão, não havia água a qualquer a hora … os cântaros formavam uma fila por ordem de chegada … frequentemente a água não abundava em quantidade suficiente para os encher a todos … por vezes faziam-se verdadeiras peregrinações, de chafariz em chafariz…
Havia sempre um, que tinha água até mais tarde ….
Como pode estar tudo como está?
Como posso ficar indiferente?
Como posso considerar que tudo está bem?
Só se fosse inconsciente…
Só se fosse insensível…
Só se fosse acrítica …
Só se não tivesse este sentir…
Só se não vivenciasse estes momentos…
Só se desmemoriasse de vez…
Só se daqui não fosse…
Ou daqui não gostasse…

Coisas do Frio

Quando nos encontramos em casa, a observar o espaço exterior através de uma janela, os nossos olhos vêem coisas que nos obrigam por vezes a alterar a respiração. Ora aqui está uma das primeiras lareiras que os meus olhos viram a ser acesa neste regresso aos climas mais frios. É este o momento em que todos recolhemos aos nossos abrigos… Acredito que isto aos olhos de muitos seja ridículo e secante, mas acreditem que não é de modo algum um cenário parvo. Já se sente o frio em Canas de Senhorim.
 


Faça-se luz

Falta de Luminosidade

(por Ana Mafalda)

Depois de prolongadas reflexões ( pessoais) acerca dos problemas quotidianos que nos afectam em Canas, penso ter descoberto uma das razões, falta de LUMINOSIDADE!

Ora vejamos, as imagens ilustram-no bem, este "mobiliário urbano" rendeu há 14 anos mais de oitocentos votos de Canas !?!? De lá para cá, já não renderiam nada a ninguém, óbvio! Nem a sua manutenção renderia???Então encontram-se neste estado! NUNCA FORAM LIMPOS, imundos e degradados! Outros houve que já foram subtraídos ao espólio original! Alguns foram vítimas de acidentes e encontram-se "de lado", por certo contrariadíssimos, afinal quem é que quer estar "de lado"???… Até na Rua Dr. Eduardo Maria dos Santos, onde se situa a entrada principal da Escola EB 2,3 / S Eng. Dionísio Augusto Cunha, dois dos candeeiros estão sem luz, seguramente desde Junho!!!! Esses foram ali colocados penso que em 1984 e fazem parte do conjunto das obras que o Dr. José Vaz deixou em Canas, mas à data emitiam LUZ … Também o arvoredo que se tornou selvagem ( curiosamente em meio urbano) encobre a passagem da LUZ e nas principais artérias desta nossa Vila!

Ora bem como não temos LUZ suficiente, não estamos em condições de visualizar bem a raiz dos nossos problemas! A falta de obras verdadeiramente essenciais, a responsabilização perante os desmoronamentos ou a eminência destes, a falta de manutenção/gosto pelos espaços verdes e/ou ajardinados, o desprezo pelos passeios pedonais ( a maioria encontram-se "ervados", salvo o da Rua Dr. Tiago Marques, esses estão cultivados!), conclui-se pois, que em Canas não existem Peões, que em Canas somos todos automobilizados!

E tantos outros problemas que se prendem com a área da salubridade… Agora, vindo o Inverno a coisa tem tendência a piorar, pois com a diminuição do fotoperíodo (a saber, número de horas de luz natural durante um dia), menos luminosidade vamos ter, e nos sítios onde reina a obscuridade esta intensifica-se!

Faça-se LUZ em Canas, faça-se também luz nas nossas MENTES! Cuide-se do património comum!

 (clik sobre as imagens, ficará  surpreendido(a)!)

*  Ana Mafalda escreve no blogue MCdS

 

Ground Zero

Uma ferida difícil de sarar…

 
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