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A Vila de Canas de Senhorim é uma terra tipicamente beirã. Situada entre a Serra da Estrela e a Serra do Caramulo é ladeada pelos rios Mondego e Dão. A sua história remonta a tempos milenares, conforme documentam os diversos vestígios pré-históricos e romanos existentes. Foi-lhe concedida carta de foral em 1196 e em 30 de Março de 1514 o rei D. Manuel I confirma o privilégio através de novo foral, o qual confere à vila o estatuto de concelho. Em 1866 é extinto o concelho, circunstância nunca aceite pela população que ao longo do tempo tem lutado pela sua restauração >>>

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Data e HoraSábado, 31 de Julho de 2010

Águas termais na Urgeiriça

As minas de urânio da Urgeiriça comprometeram aquilo que poderia ser uma estação termal à semelhança das Caldas da Felgueira. A captação das águas está actualmente selada, encontrando-se junto da piscina do Hotel da Urgeiriça.
As águas estão indicadas para “Astenias, artralgias, hipertensão e doenças de pele” (Contreiras 1951) - infertilidade e impotência (uso popular). Analisada em 1920 por Lepierre a água foi classificada de hipossalina, silicatada (30% da mineralização), levemente bicarbonatada cálcica, cloretada e sulfatada magnésica, muito radioactiva da emanação de sais de rádio. Na mesma ocasião o eng. Júlio Silva Pinto apresentou a memória descritiva para o pedido de concessão, onde caracteriza a região: “o granito, de granulação grosseira que constitui o solo da região, é cortado numa extensa área por filões de pegmatite com mineralização de urânio […] aproximadamente a 300 m a norte encontra-se o grande jazigo urano-radífero da Urgeiriça.
Foram condedidos vários alvarás de exploração (1922, 1933 e 1948), porém a exploração da água para fins medicinais nunca se concretizou, isto porque na área concessionada se encontravam também as minas de urânio e o vale da Ribeira de Patanha servisse como local mais prático de esgoto de águas mineiras.
Nos anos 80 por razões económicas relacionadas com o preço do urânio nos mercados internacionais, a exploração das minas da Urgeiriça começou a ser feita pelo processo de lexivação, que, grosso modo, consiste em encher de ácido sulfúrico as galerias donde se quer extrair o minério; este reage com ácido que depois é bombeado, sofrendo um processo de electrólise para separar o minério do ácido. Este ácido inutilizado era depois depositado em represas de “águas ácidas”, mais uma vez junto da Ribeira de Patanha. Estas águas ácidas constituiram um grave problema ambiental, tanto as retidas em represas como as que possivelmente ficaram nas galerias da mina, que desce a uma profundidade de mais de 600m.

Texto adaptado de http://www.aguas.ics.ul.pt/viseu_urgeirica.htm

Entrevista ao Secretário de Estado das Obras Públicas, Dr. Paulo Campos


(Publicada na Edição nº 137 do Jornal "Canas de Senhorim"), via blog O Beirão Recalcitrante

 

 

 

1. Pode transmitir aos leitores do Jornal “Canas de Senhorim” qual é o ponto de situação do lançamento da concessão das auto-estradas do centro, na qual se inclui a ligação Canas de Senhorim-Mangualde (IC 12)?

O concurso das Auto-estradas do Centro está em fase de análise de propostas, aguardando-se para breve a respectiva adjudicação.

 

2. Na presente data é possível informar os leitores sobre quantos “nós” (de saída/entrada) irá o traçado prever no concelho de Nelas? A situação pode ainda conhecer alterações?

O Estudo prévio do IC12 entre Canas de Senhorim e Mangualde prevê a construção de dois nós no Concelho de Nelas, o Nó de Canas de Senhorim e o Nó de Nelas.

 

3. O IC 12 será todo portajado?

O IC12 será portajado, com excepção do lanço entre Santa Comba Dão e Canas de Senhorim.

 

4. No que concerne à chamada concessão da Serra da Estrela, que inclui, p.ex o troço Viseu-Covilhã (IC 37) existe a informação, pública, de se encontra neste momento, e de novo, em elaboração a Avaliação de Impacte Ambiental do traçado. Quais são os timings expectáveis para o lançamento da concessão?

Quando o anterior Governo iniciou funções constatou a inexistência de estudos, planos ou programas relativos a este tema. Não existiam sequer estudos para os itinerários da região da Serra da Estrela, previstos no PRN2000 - IC6, IC7 e IC37 - que permitissem a sua execução.
Nesse sentido, o anterior Governo desenvolveu e concluiu os estudos necessários para a concretização desses itinerários, encontrando-se actualmente a decorrer o processo de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).
Os Estudos Prévios do IC6, do IC7 e do IC37 estão em processo de Avaliação de Impacte Ambiental, tendo as respectivas Declarações de Conformidade sido emitidas em 29.03.2010.
Os processos de Consulta Pública terão início antes do fim do mês de Abril. Após estes processos serão emitidas as respectivas Declarações de Impacte Ambiental.

 

5. Acha possível, no quadro da planeada consolidação orçamental que o PEC definiu, vir a ser lançada a concessão do IC 37 até ao final da legislatura?

O Governo tem como prioridade, no domínio da política rodoviária, as regiões do interior do país onde se tem vindo a verificar a ausência de investimento e onde se registam elevadas taxas de sinistralidade e baixas taxas de execução do Plano Rodoviário Nacional (PRN).
Com a actual conjectura económica não é possível manter o ritmo a que têm vindo a ser desenvolvidos os investimentos rodoviários. No entanto, o Governo mantém o compromisso de, assim que estejam criadas as condições necessárias quer do ponto de vista técnico quer do ponto de vista económico-financeira, concretizar esta prioridade.
Como prova deste propósito governamental realço o facto de, actualmente, a taxa de execução do PRN atingir os 62% - resultado do forte impulso dado nos investimentos rodoviários - verificando-se um crescimento de 12% face à execução acumulada em 2005. Com o programa de investimentos que este Governo tem em curso a taxa de execução do PRN irá mesmo atingir os 75%.
Perseguindo esta linha de orientação importa, por isso, evidenciar que as Estradas de Portugal, SA, continuam a desenvolver os estudos para a rede rodoviária futura, de forma a cumprir os empreendimentos em causa.

 

6. Há já alguma definição sobre se esta via terá ou não portagens?

O IC37 não é uma auto-estrada pelo que não poderá ter portagem.

 

7. Pode confirmar aos leitores do jornal se já existem certezas quanto à localização do nó do IC 37 no concelho de Nelas? O primeiro estudo de impacte ambiental apontava para uma solução “compósita” a passar na divisa das freguesias de Canas de Senhorim e Nelas.

O IC37 está em processo de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) e neste momento estão duas soluções alternativas em avaliação. Uma Nascente e outra Poente. Só após conclusão do processo de AIA, que está a decorrer, e a emissão da respectiva Declarações de Impacte Ambiental será possível saber a localização dos vários Nós.

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Veja também o artigo " Mobilize-mo-nos pelo verdadeiro desenvolvimento", publicado no blog Canas em Peso

As cores da Páscoa em Canas de Senhorim

A nova feira de Canas de Senhorim

Fotos Efeneto_CanasemPeso

“OS VERDES” QUEREM PENSÕES DE INVALIDEZ E VELHICE PARA TODOS OS TRABALHADORES DA ENU

Comunicado de Imprensa 11-03-2009

 

O Grupo Parlamentar do Partido Ecologista “Os Verdes” entregou ontem na Assembleia da República o seu Projecto de Lei que visa a correcção das profundas injustiças a que os trabalhadores da Empresa Nacional de Urânio, S.A. (ENU) têm vindo a ser sujeitos por parte do Estado.
Com esta iniciativa legislativa, o PEV pretende que seja alargado o regime especial de acesso a pensões de invalidez e velhice, previsto no Decreto-Lei nº28/2005, de 10 de Fevereiro, a todos os trabalhadores da ENU, incluindo aqueles que não tinham vínculo laboral com a empresa no momento da sua dissolução.
Por terem exercido funções no interior de uma mina de urânio ou actividades de apoio a essa mina, estes trabalhadores estiveram sujeitos, assim como todos os outros, a condições de trabalho desgastantes e nocivas para a saúde. Portanto, “Os Verdes” consideram que é da mais elementar justiça conceder-lhes o direito à antecipação da idade da reforma e não aceitam que um critério puramente administrativo seja motivo para a sua exclusão do regime em vigor.
“Os Verdes” propõem ainda que, face ao pesadíssimo passivo ambiental e de saúde pública que afecta aquela localidade e os seus habitantes, fruto da poluição radioactiva que os afecta, o Estado assuma as suas responsabilidades garantindo a monitorização da saúde a todos os ex-trabalhadores da ENU, S.A. e a prestação dos tratamentos necessários, de forma continuada e gratuita, bem como aos seus descendentes e às pessoas que consigo coabitavam e coabitam.
O PEV acrescenta que esta iniciativa legislativa será discutida na Assembleia da República na próxima sexta-feira, dia 13 de Março, juntamente com as iniciativas de toda a oposição.
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 - Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
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