Canas OnLine

A Vila de Canas de Senhorim é uma terra tipicamente beirã. Situada entre a Serra da Estrela e a Serra do Caramulo é ladeada pelos rios Mondego e Dão. A sua história remonta a tempos milenares, conforme documentam os diversos vestígios pré-históricos e romanos existentes. Foi-lhe concedida carta de foral em 1196 e em 30 de Março de 1514 o rei D. Manuel I confirma o privilégio através de novo foral, o qual confere à vila o estatuto de concelho. Em 1866 é extinto o concelho, circunstância nunca aceite pela população que ao longo do tempo tem lutado pela sua restauração >>>

Início arrow Artigos recentes
Data e HoraSábado, 31 de Julho de 2010

A 01 de Julho de 2003 Canas renascia

A 01 de Julho de 2003 Canas viveu uma alegria inesquecível, quando a AR aprovou o diploma da criação do concelho. Passados seis anos e após o inusitado veto do então PR, Jorge Sampaio, Canas ainda não reencontrou um rumo bem definido na luta pela restauração do concelho.

Com o levantamento do boicote eleitoral e a constituição de listas para formalizar as candidaturas à JF, voltaram as divisões internas e um mau estar generalizado, uma inevitabilidade bem aproveitada pela actual presidente da câmara de Asnelas, Isaura Pedro, que vê assim o seu discurso político unificador facilitado.

Em última análise as divergências internas desgastam os canenses, desacreditam o processo reivindicativo e comprometem as nossas aspirações. Só uma liderança forte dentro do Movimento, equidistante dos partidos e das forças políticas internas, voltada portanto para o exterior, poderia eventualmente relançar Canas no projecto municipalista.

De qualquer das maneiras essa liderança seria para já uma reserva, uma instância apartidária que representaria os interesses da comunidade no contexto da emancipação, e que aproveitasse todas as oportunidades para exercer pressão junto do poder instituído, fosse ele qual fosse. E digo reserva porque as tendências e circunstâncias políticas nos são de todo desfavoráveis, mesmo que o PSD ganhe as legislativas e Isaura Pedro perca para Adelino Amaral (pouco provável) o momento de crise que atravessamos, os novos protagonistas da política nacional e o abandono da revisão administrativa do país, deixam adivinhar muito pouco espaço de manobra aos canenses que ainda pelejam.

Penso que seria bom para todos que de uma vez se limpassem as águas, que o Movimento canalizasse as suas energias para o que efectivamente está talhado, a restauração do concelho, actuando fora do plano interno, e que o espaço da política local fosse ocupado pelos partidos e pelos cidadãos que reconhecem nestas instâncias algum espaço de reivindicação ao nível do investimento e das infraestruturas.

Os responsáveis do Movimento sabem que as circunstâncias não são as de 2005, e sujeitam-se a que a evidência lhes seja imposta nas urnas pelos canenses. Seria ultrajante para todos aqueles que com o seu trabalho e determinação levaram o Movimento tão perto dos seus intentos (como aconteceu a 1 de Julho de 2003) verem-se agora desautorizados pela própria população que os apoiou.

Já o disse em tempos e volto a repeti-lo agora, o MRCCS não se deve sujeitar a plebiscitos noutro contexto que não seja o da sua própria razão de existir.

7ª Aniversário do Canto e Encanto


Grupo Coral Harmonia, de Santiago do Cacém

E vão sete!

Para quem augurou uma curta vida para o Canto e Encanto… aí está a prova de que, com querer e dedicação, o grupo pode ir muito longe! Para já são sete aninhos, mas – espera-se – hão-de ser muitos mais!

Fundado em 4 de Abril de 2002, o Coral Canto e Encanto tem dois timoneiros desde aquela data: o Dr. António Pinto Fernandes Pêga, na Presidência da Direcção, e o Prof. Cristóvão Ramalho, como Maestro.

O orfeão, que começou com 27 elementos – e que foram os Sócios Fundadores – teve entradas e saídas, mas, mesmo assim, vai mantendo cerca de quatro dezenas de cantores. O que – convenhamos – não é nada mau!

Apesar disso, muitos são, ainda, os Canenses que continuam a ignorar o grupo. A prová-lo está o número (médio) de pessoas que assiste aos Concertos que a Associação tem vindo a promover ao longo da sua existência.

E diga-se, em abono da verdade, que o Canto e Encanto tem feito o possível (e, às vezes, o quase impossível) para proporcionar bons Concertos. Pena que, depois, não haja correspondência do público.

Ainda agora, no pretérito dia 4, mais um grande Concerto teve lugar na Igreja Matriz e o público não ocupava mais de três quartos dos lugares! Foi pena!

Para a comemoração deste aniversário, o Canto e Encanto convidou o Grupo Coral Harmonia, de Santiago do Cacém. A comitiva Alentejana chegou a Canas por volta das 18 horas e ficou alojada no Hotel Urgeiriça. Seguiu-se uma recepção de boas vindas junto às Piscinas, onde foi servido um lanche, soberbamente preparado pela Maria Helena e pelo Serafim Ribeiro, com a colaboração do Eduardo Tavares e do José Luís Cardoso.

Cerca das 21,30, na Igreja, teve início o Concerto, tendo actuado inicialmente o “grupo da casa”. Das seis peças interpretadas apenas duas já tinham sido escutadas noutros Concertos: “Se fores ao Alentejo” e “Ilhas de Bruma”. As outras quatro constituíram a primeira apresentação pública. Foram elas: “O pezinho”, tema açoriano com harmonização de Mário Sousa Santos, “Clavelitos”, de Montielli e harmonização de Adelino Martins, “Habanera”, de Penella, e, a fechar, “Canas de Senhorim a minha terra”, um Hino a Canas de Senhorim, inspirado num soneto da nossa conterrânea Maria Natália Miranda, com música de Ecki Buchberger (um alemão amigo do casal Goetz e Marlene). A apresentação deste verdadeiro hino teve acordes em flauta pelo Goetz e pela Marlene e foi recitado pela Dores Marques.

Seguiu-se uma breve actuação do casal alemão que integra o Coral Canto e Encanto, que interpretou uma canção da Ópera “Flauta Mágica”, de Mozart, “My way”, de C. François e J. Revaux, “Srangers in the night”, de Bert Kaempfert (celebrizado por Frank Sinatra), e “Watching the wheat”, de John Thomas.

Seguiu-se a actuação do Coral Harmonia. Fundado em 1933, com o nome de “Coral Mirobriga”, foi a partir de 1984 que o Coral passou a usar a designação que hoje ostenta. Desde 1992 que é dirigido pelo Maestro Fernando Malão e conta, também, com um Coral Juvenil. Do seu já vasto currículo constam várias actuações na RTP e em 1995 recebeu a Medalha de Mérito de Santiago do Cacém. Constituído por trinta e seis elementos, tem actuado um pouco por todo o País e também no Estrangeiro, sendo filiado da Associação de Coros ACAL e da Associação Internacional “The Planety Chorus”.

O Coral começou com “Kuwate – Missa Étnica pela Paz”, de Lorenz Malerhofer, seguindo-se “Ay mi Dios”, de D. Pedro de Cristo. “Queda do Império”, com arranjos de Paulo Lourenço, “Freedom Trilogy”, de Paul Halley, “Give us Hope”, de Jim Papoulis e Francisco Nunez, e “Total Praise”, de Richard Smallwood, foram as outras peças interpretadas pelo Coral Harmonia.

A segurança com que os vários temas foram interpretados e a empatia criada – nalguns deles – com o público garantiram, desde logo, o êxito da apresentação! Assistimos, como já referimos, a um extraordinário Concerto, estando, assim, de parabéns (duplos) o Canto e Encanto por mais este sucesso. O facto de o público presente se ter mantido agarrado aos bancos, mesmo depois de o Concerto terminar… assim o confirma!

Os dois Grupos Corais tiveram ainda a oportunidade de confraternizar à volta da mesa, no Restaurante Zé Pataco, onde o caldo verde e o arroz de costela marcaram presença (e de que maneira!!!). E o convívio acabou por proporcionar (quase…) outro concerto, já que ambos os Corais interpretaram mais uns quantos temas.

…E ACTUOU EM SANTAR…

No dia 5 de Abril, Domingo, a meio da tarde, o Coral Canto e Encanto deslocouse a Santar a convite da Provedora da Santa Casa da Misericórdia local, Dra. Infância Pamplona. O Concerto teve lugar na Igreja da Misericórdia, que estava cheiinha, tendo algumas pessoas ficado no exterior a assistir, e integrou-se nas comemorações da Semana Santa – que, como é sabido, têm grande esplendor naquela Vila Museu.

As peças apresentadas foram as do Concerto do dia anterior, mas como o público quis mais… ainda foram interpretadas mais umas quantas… extra programa…
Diferenças…

 

Artigo publicado no Jornal Canas de Senhorim, AMEF

Páscoa em Canas de Senhorim 2009


 Igreja do Santíssimo Salvador

Matriz de Canas de Senhorim
 
fotos de Norberto Peixoto

Dia de Reis

 

 



1 de Julho 2008 - A Liberdade já passou por aqui

Comemorou-se no dia 1 de Julho de 2008, no anfiteatro da piscina, em Canas de Senhorim, o 5º aniversário da votação na Assembleia da República do projecto de elevação de Canas a Concelho. A assinalar a data estiveram em palco o grupo Canto & Encanto e o Grupo de Teatro Pais Miranda

CNSmovCNSmov

CNSmov

em 01 de Julho de 2003 foi assim…

CNSmov

Conquista. Explosão de alegria no momento em que se consumou a elevação a concelho. O Café da terra ofereceu cerveja de borla a toda a gente.
Festa brava nas ruas de Canas de Senhorim. Gritos . Vivas. Palavras de ordem. Champanhe. Uma explosão de alegria. Eram exactamente 18H02. A AR tinha acabado de aprovar a criação do concelho de Canas de Senhorim. O dia 1 de Julho fica para a história. O Largo 2 de Agosto, um local simbólico da vila encheu-se de gente. O povo de Canas saiu à rua."Fez-se justiça, finalmente" grita A. Fonseca , 51 anos , um dos canenses que há três anos fez greve de fome e se acorrentou a um dos pilares da AR, exigindo a restauração do concelho, anexado, nos fins do séc. XIX ao município de nelas.(…)
Rui Bondoso in JN 2 Julho 03

Anúncios grátis, contacte-nos
Se pretender contribuir no enriquecimento desta página envie as suas fotos e/ou os seus textos para geral@canasdesenhorim.org
Página anterior« »Página principal