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Data e HoraSexta-feira, 12 de Março de 2010

Gonçalo Byrne

 

Galeria Municipal de Arte de Abrantes
Exposição “Geografias Vivas”, do Arquitecto Gonçalo Byrne

Galeria Municipal de Arte de Abrantes<br>Exposição “Geografias Vivas”, do Arquitecto Gonçalo ByrneA exposição “Geografias Vivas”, do Arquitecto Gonçalo Byrne, é inaugurada na Galeria Municipal de Arte de Abrantes, dia 15 de Janeiro (sexta-feira), às 18h00 e ficará patente ao público até 5 de Fevereiro.

A seguir à inauguração (19h00), Gonçalo Byrne dará uma Conferência aberta ao público, na Biblioteca Municipal António Botto, cujo objectivo é dar a conhecer os projectos/obras patentes na exposição.

Várias vezes premiado a nível nacional e internacional – Prémio Valnor 2005 é apenas um exemplo -, Gonçalo Byrne é autor de uma vasta obra. A sua produção tem mostrado particular relevo nos planos patrimonial e cultural. Professor catedrático, é autor de grandes projectos de arquitectura como o Museu do Mosteiro de Alcobaça e reconversão da envolvente próxima, Centro de controlo de tráfego marítimo do Porto de Lisboa, Edifício Governamental para Sede de Província em Lovaina (Bélgica), reconversão do quarteirão da Império (Chiado,Lisboa), Teatro de Faro, entre muito outros espalhados por Portugal e pelo estrangeiro. Actualmente, desenvolve projectos significativos tais como o da Pousada de Estoi, no Algarve, a Pousada de Viseu, Complexo Imobiliário Estoril-Sol ou o Laboratório Central da EPAL, em Lisboa.
Na área do planeamento urbano realiza, entre outros, os Planos de Pormenor para a área envolvente ao Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, para a Alta Universitária, em Coimbra, para a Cava de Viriato, no âmbito do Programa Polis, em Viseu, bem como o Plano da Vila de Trancoso, no âmbito do Programa das Aldeias Históricas de Portugal.

Esta exposição é organizada pela Câmara de Abrantes em parceria com o Núcleo do Médio Tejo da Ordem dos Arquitectos.

A Galeria Municipal de Arte está aberta ao público de terça a sábado das 10h00 às 12h30 e das 14 às 18h30.

http://www.rostos.pt/

Gonçalo Byrne em entrevista ao Correio da Manhã:

É de Lisboa?

Sou praticamente de Lisboa, mas sou um lisboeta de adopção. Até aos vinte e tal anos vivi no campo.

Isso é um privilégio.

Sem dúvida. Embora tenha feito o liceu na cidade, nasci num sítio lindíssimo na Beira Alta, chamado Urgeiriça. Conhece?

Não, não conheço.

Tinha umas minas, já estão fechadas há anos. Mas de certeza que conhece um sítio, onde fiz a escola primária, chamado Canas de Senhorim. E Urgeiriça, a dois quilómetros, tinha umas minas de Urânio. Nós não sabemos, mas Portugal é dos países com maior riqueza de urânio da Europa ocidental. Tirando vento e a água, é o único combustível energético que temos à fartazana. E que não podemos usar porque somos um país não nuclear! Mas compramos a electricidade à França e Espanha, produzida em centrais nucleares!

Espectáculo de fantoches nas Casas do Visconde

 

Ovídio, às vezes

Espectáculo de fantoches para m/16 anos (60 min.)

por Helen Ainsworth, com encenação de John Mowat

Três histórias para rir e chorar do poeta romano Ovídio

 

3 e 5 de Outubro’09, 16H00, n’As Casas do Visconde, Canas de Senhorim (Rua Arq. Francisco Keil Amaral, 58)

 

Entrada: 2 euros

retrato-auto, PPC, XV Bienal da Cerveira

O filme de Pedro Pais Correia _ "Retrato-Auto" _ vídeo 2.44 min, foi seleccionado pelo Júri da XV Bienal de Arte Contemporânea de Vila Nova de Cerveira 2009, na categoria de Video-Arte.

A Bienal decorre de 25 de Julho a 27 de Setembro, sobre o tema A Cultura do Poder ou o Poder da Cultura. Quem detém o poder económico manipula o poder político e os órgãos de informação, e, por consequência, as mentalidades. Pescadinha de rabo na boca onde o criador só tem a porta da “marginalidade” (entenda-se como à margem de…) para se exprimir, ou se vender ao mais ofertante. A Bienal de Cerveira pretendeu desde sempre ser essa porta, contra os que pretendem “institucionaliza-la” ao serviço de “quem dá mais”. Interrogar-se sobre o papel dos criadores no conceito desta Bienal, que faz 30 anos este ano, poderá ser tema da XV Bienal de Cerveira e tema de debate entre os vários poderes e os que se tem dedicado a desenvolver um novo conceito de valores entre os valores materiais e o conhecimento.[Henrique Silva, Abril 2008]

Bienal de Cerveira

7ª Aniversário do Canto e Encanto


Grupo Coral Harmonia, de Santiago do Cacém

E vão sete!

Para quem augurou uma curta vida para o Canto e Encanto… aí está a prova de que, com querer e dedicação, o grupo pode ir muito longe! Para já são sete aninhos, mas – espera-se – hão-de ser muitos mais!

Fundado em 4 de Abril de 2002, o Coral Canto e Encanto tem dois timoneiros desde aquela data: o Dr. António Pinto Fernandes Pêga, na Presidência da Direcção, e o Prof. Cristóvão Ramalho, como Maestro.

O orfeão, que começou com 27 elementos – e que foram os Sócios Fundadores – teve entradas e saídas, mas, mesmo assim, vai mantendo cerca de quatro dezenas de cantores. O que – convenhamos – não é nada mau!

Apesar disso, muitos são, ainda, os Canenses que continuam a ignorar o grupo. A prová-lo está o número (médio) de pessoas que assiste aos Concertos que a Associação tem vindo a promover ao longo da sua existência.

E diga-se, em abono da verdade, que o Canto e Encanto tem feito o possível (e, às vezes, o quase impossível) para proporcionar bons Concertos. Pena que, depois, não haja correspondência do público.

Ainda agora, no pretérito dia 4, mais um grande Concerto teve lugar na Igreja Matriz e o público não ocupava mais de três quartos dos lugares! Foi pena!

Para a comemoração deste aniversário, o Canto e Encanto convidou o Grupo Coral Harmonia, de Santiago do Cacém. A comitiva Alentejana chegou a Canas por volta das 18 horas e ficou alojada no Hotel Urgeiriça. Seguiu-se uma recepção de boas vindas junto às Piscinas, onde foi servido um lanche, soberbamente preparado pela Maria Helena e pelo Serafim Ribeiro, com a colaboração do Eduardo Tavares e do José Luís Cardoso.

Cerca das 21,30, na Igreja, teve início o Concerto, tendo actuado inicialmente o “grupo da casa”. Das seis peças interpretadas apenas duas já tinham sido escutadas noutros Concertos: “Se fores ao Alentejo” e “Ilhas de Bruma”. As outras quatro constituíram a primeira apresentação pública. Foram elas: “O pezinho”, tema açoriano com harmonização de Mário Sousa Santos, “Clavelitos”, de Montielli e harmonização de Adelino Martins, “Habanera”, de Penella, e, a fechar, “Canas de Senhorim a minha terra”, um Hino a Canas de Senhorim, inspirado num soneto da nossa conterrânea Maria Natália Miranda, com música de Ecki Buchberger (um alemão amigo do casal Goetz e Marlene). A apresentação deste verdadeiro hino teve acordes em flauta pelo Goetz e pela Marlene e foi recitado pela Dores Marques.

Seguiu-se uma breve actuação do casal alemão que integra o Coral Canto e Encanto, que interpretou uma canção da Ópera “Flauta Mágica”, de Mozart, “My way”, de C. François e J. Revaux, “Srangers in the night”, de Bert Kaempfert (celebrizado por Frank Sinatra), e “Watching the wheat”, de John Thomas.

Seguiu-se a actuação do Coral Harmonia. Fundado em 1933, com o nome de “Coral Mirobriga”, foi a partir de 1984 que o Coral passou a usar a designação que hoje ostenta. Desde 1992 que é dirigido pelo Maestro Fernando Malão e conta, também, com um Coral Juvenil. Do seu já vasto currículo constam várias actuações na RTP e em 1995 recebeu a Medalha de Mérito de Santiago do Cacém. Constituído por trinta e seis elementos, tem actuado um pouco por todo o País e também no Estrangeiro, sendo filiado da Associação de Coros ACAL e da Associação Internacional “The Planety Chorus”.

O Coral começou com “Kuwate – Missa Étnica pela Paz”, de Lorenz Malerhofer, seguindo-se “Ay mi Dios”, de D. Pedro de Cristo. “Queda do Império”, com arranjos de Paulo Lourenço, “Freedom Trilogy”, de Paul Halley, “Give us Hope”, de Jim Papoulis e Francisco Nunez, e “Total Praise”, de Richard Smallwood, foram as outras peças interpretadas pelo Coral Harmonia.

A segurança com que os vários temas foram interpretados e a empatia criada – nalguns deles – com o público garantiram, desde logo, o êxito da apresentação! Assistimos, como já referimos, a um extraordinário Concerto, estando, assim, de parabéns (duplos) o Canto e Encanto por mais este sucesso. O facto de o público presente se ter mantido agarrado aos bancos, mesmo depois de o Concerto terminar… assim o confirma!

Os dois Grupos Corais tiveram ainda a oportunidade de confraternizar à volta da mesa, no Restaurante Zé Pataco, onde o caldo verde e o arroz de costela marcaram presença (e de que maneira!!!). E o convívio acabou por proporcionar (quase…) outro concerto, já que ambos os Corais interpretaram mais uns quantos temas.

…E ACTUOU EM SANTAR…

No dia 5 de Abril, Domingo, a meio da tarde, o Coral Canto e Encanto deslocouse a Santar a convite da Provedora da Santa Casa da Misericórdia local, Dra. Infância Pamplona. O Concerto teve lugar na Igreja da Misericórdia, que estava cheiinha, tendo algumas pessoas ficado no exterior a assistir, e integrou-se nas comemorações da Semana Santa – que, como é sabido, têm grande esplendor naquela Vila Museu.

As peças apresentadas foram as do Concerto do dia anterior, mas como o público quis mais… ainda foram interpretadas mais umas quantas… extra programa…
Diferenças…

 

Artigo publicado no Jornal Canas de Senhorim, AMEF

Leitores do Guia dos Teatros dão prémio a “Plátonov”

"Plátonov", de Nuno Cardoso, foi considerada a melhor peça de teatro de 2008 pelos leitores do blogue Guia dos Teatros, que pelo segundo ano organizou uma votação para distinguir personalidades ligadas ao teatro - os prémios foram entregues segunda-feira (25/05/2009) à noite numa cerimónia no Museu do Teatro, em Lisboa. http://ipsilon.publico.pt

Foto http://coriscos.blogspot.com

Entrega dos prémios no Museu do Teatro em Lisboa

foto http://guiadosteatros.blogspot.com/

Nuno Cardoso (nasceu em Canas de Senhorim em 1970)

Enquanto encenador, Nuno Cardoso tem vindo a descrever nos últimos anos um notável percurso de apropriação dos clássicos da dramaturgia europeia, dentre os quais se destacam Ibsen, Wedekind e Büchner. 2008 foi o seu ano de estreia com Tchekov, tomando como laboratório uma peça de juventude, a pérola irregular a que convencionou chamar-se Platónov.Nuno Cardoso assina um espectáculo excepcional que devolve com vigor e sageza o capítulo introdutório da mais familiar narrativa tchekoviana: ruína, paralisia, futilidade, inconstância. O encenador chama velhos e novos cúmplices à construção de uma atmosfera encantatória onde se sucedem, por entre os serões de província, pequenos delitos e hesitações. Com um conjunto de intérpretes justíssimo e uma acentuada vertente coreográfica e visual, Platónov foi, sem dúvida, um dos vértices do teatro que pudemos ver em 2008. (Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, Maria Helena Serôdio)
 

Veja a entrevista de Nuno Cardoso a propósito da estreia da peça "Boneca" em 2005

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