Canas OnLine

A Vila de Canas de Senhorim é uma terra tipicamente beirã. Situada entre a Serra da Estrela e a Serra do Caramulo é ladeada pelos rios Mondego e Dão. A sua história remonta a tempos milenares, conforme documentam os diversos vestígios pré-históricos e romanos existentes. Foi-lhe concedida carta de foral em 1196 e em 30 de Março de 1514 o rei D. Manuel I confirma o privilégio através de novo foral, o qual confere à vila o estatuto de concelho. Em 1866 é extinto o concelho, circunstância nunca aceite pela população que ao longo do tempo tem lutado pela sua restauração.

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Data e HoraSegunda-feira, 06 de Fevereiro de 2012

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400 anos
a rivalizar por aí

Joaquim Oliveira Andrade, artesão

em Paragem do tempo num click

O Cidadão Keil


O Cidadão Keil | Rui Ramos
Dom Quixote | 2010

 

Alfredo Keil é bisavô de Francisco Pitum Keil do Amaral. Figura incontornável da família Keil do Amaral, Alfredo Keil é referência usual dos canenses como autor da música do hino nacional "A Portuguesa". Em 1890, o ultimato inglês a Portugal ofereceu a Alfredo Keil a inspiração para a composição do canto patriótico "A Portuguesa", com versos de Henrique Lopes de Mendonça. A cantiga tornou-se popular em todo o país e seria mais tarde transformada no hino nacional de Portugal (com a a ligeira adaptação na letra da substituição do tão objectivo refrão: “Contra os Bretões, marchar, marchar” pelo mais generalista “Contra os canhões, marchar, marchar”).

 

 

Fontes: junior.mediabooks.pt | cultura.portaldomovimento.com

Ligações: Os Keil do Amaral | Francisco Keil do Amaral | As Casas do Visconde

PPC expõe em Aveiro

Galeria de Arte Contemporânea - má arte
Rua Dr. Alberto Soares Machado, 101
3800-146 Aveiro, Portugal
(junto ao edifício da segurança social)
De 7 a 25 de JULHO 2010

 

 

O projecto “Estratégias” é um corpo de trabalho simbólico que explora as relações entre arte e tecnologia recorrendo fundamentalmente ao suporte vídeo.

Maria Natália Miranda

MNMA poetisa Maria Natália Miranda expressou o seu desejo em legar a sua biblioteca pessoal a Canas de Senhorim, a sua terra natal.
Maria Natália Miranda, irmã do saudoso António João Pais Miranda, nasceu em Canas de Senhorim. Licenciada em Filologia Românica e com os cursos de Ciências Pedagógicas e do Magistério Primário, foi assistente pedagógica e autora de textos para a RTP, com trabalhos para a Rádio Renascença, Rádio Estação Orbital e outras. Foi fundadora e directora, por vários anos, do Jornal Vento Novo - Sacavém, e conta com 60 obras em vários campos: poesia, Infanto-juvenis e pedagógicos.
Com colaborações em vários jornais, revistas, livros escolares, antologias, etc., promove o Livro e a leitura junto de crianças e jovens através de escolas e bibliotecas a convite dos Municípios. Tem cerca de 400 prémios literários no pais e estrangeiro, poemas para canções gravadas em disco, vários prémios das Marchas de Lisboa e Porto, etc., e o título de "Trovador da Língua Portuguesa" a nível de todos os países de expressão portuguesa.

 

Operário

Trago na pele a cor do meu cansaço
nos cavados de suor no peito
Sobre as espáduas trago a curva ajeito
da luta em que me gasto e em que me enlaço

Meus nervos são relógio a compasso
do trabalho violento a que me ajeito
O esforço é duro o horizonte é estreito
a carne macerada os pulsos de aço

Sou operário fabril da cianamida
Se à boca da fornalha arrisco a vida
à boca da fornalha lavro milhos

E as labaredas ganham forma de astro
no sorriso no rosto de alabastro
nos olhos deslumbrados dos meus filhos

in "Terra Agreste" Maria Natália Miranda,
Ed. Palavra em Mutação e Autor, 2003)

O Ano da Morte de José Saramago

Morreu José Saramago, o escritor dos homens comuns, um humanista. Trabalhou a palavra escrita com talento inigualável, buscando na história dos homem simples inspiração para as personagens que povoam os seus livros.
Lúcido e mordaz, amargo muitas vezes, imprimiu às suas obras um carácter alegórico, muito para além do simples romance ficcional, tecendo nas sua reflexões verdadeiros tratados filosóficos sobre a complexidade da condição humana.
Homem sóbrio e disciplinado, tranquilo de postura mas obstinado nas convicções, elevou Portugal e a literatura portuguesa a patamares então impensáveis ao conquistar o Prémio Nobel em 1998, isto depois de lhe ter sido retirado da lista dos concorrentes ao Prémio Literário Europeu, pelo então Subsecretário de Estado da Cultura, Sousa Lara, o livro “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”.
Polémico em algumas das suas abordagens, alegadamente sacrílegas, segundo alguns sectores da Igreja Católica Portuguesa, é consensual a genialidade intelectual e literária do homem e do escritor.
Fica um vazio irreparável por saber que não voltaremos a mergulhar num novo romance de Saramago.
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