7ª Aniversário do Canto e Encanto

Grupo Coral Harmonia, de Santiago do Cacém
E vão sete!
Para quem augurou uma curta vida para o Canto e Encanto… aí está a prova de que, com querer e dedicação, o grupo pode ir muito longe! Para já são sete aninhos, mas – espera-se – hão-de ser muitos mais!
Fundado em 4 de Abril de 2002, o Coral Canto e Encanto tem dois timoneiros desde aquela data: o Dr. António Pinto Fernandes Pêga, na Presidência da Direcção, e o Prof. Cristóvão Ramalho, como Maestro.
O orfeão, que começou com 27 elementos – e que foram os Sócios Fundadores – teve entradas e saídas, mas, mesmo assim, vai mantendo cerca de quatro dezenas de cantores. O que – convenhamos – não é nada mau!
Apesar disso, muitos são, ainda, os Canenses que continuam a ignorar o grupo. A prová-lo está o número (médio) de pessoas que assiste aos Concertos que a Associação tem vindo a promover ao longo da sua existência.
E diga-se, em abono da verdade, que o Canto e Encanto tem feito o possível (e, às vezes, o quase impossível) para proporcionar bons Concertos. Pena que, depois, não haja correspondência do público.
Ainda agora, no pretérito dia 4, mais um grande Concerto teve lugar na Igreja Matriz e o público não ocupava mais de três quartos dos lugares! Foi pena!
Para a comemoração deste aniversário, o Canto e Encanto convidou o Grupo Coral Harmonia, de Santiago do Cacém. A comitiva Alentejana chegou a Canas por volta das 18 horas e ficou alojada no Hotel Urgeiriça. Seguiu-se uma recepção de boas vindas junto às Piscinas, onde foi servido um lanche, soberbamente preparado pela Maria Helena e pelo Serafim Ribeiro, com a colaboração do Eduardo Tavares e do José Luís Cardoso.
Cerca das 21,30, na Igreja, teve início o Concerto, tendo actuado inicialmente o “grupo da casa”. Das seis peças interpretadas apenas duas já tinham sido escutadas noutros Concertos: “Se fores ao Alentejo” e “Ilhas de Bruma”. As outras quatro constituíram a primeira apresentação pública. Foram elas: “O pezinho”, tema açoriano com harmonização de Mário Sousa Santos, “Clavelitos”, de Montielli e harmonização de Adelino Martins, “Habanera”, de Penella, e, a fechar, “Canas de Senhorim a minha terra”, um Hino a Canas de Senhorim, inspirado num soneto da nossa conterrânea Maria Natália Miranda, com música de Ecki Buchberger (um alemão amigo do casal Goetz e Marlene). A apresentação deste verdadeiro hino teve acordes em flauta pelo Goetz e pela Marlene e foi recitado pela Dores Marques.
Seguiu-se uma breve actuação do casal alemão que integra o Coral Canto e Encanto, que interpretou uma canção da Ópera “Flauta Mágica”, de Mozart, “My way”, de C. François e J. Revaux, “Srangers in the night”, de Bert Kaempfert (celebrizado por Frank Sinatra), e “Watching the wheat”, de John Thomas.
Seguiu-se a actuação do Coral Harmonia. Fundado em 1933, com o nome de “Coral Mirobriga”, foi a partir de 1984 que o Coral passou a usar a designação que hoje ostenta. Desde 1992 que é dirigido pelo Maestro Fernando Malão e conta, também, com um Coral Juvenil. Do seu já vasto currículo constam várias actuações na RTP e em 1995 recebeu a Medalha de Mérito de Santiago do Cacém. Constituído por trinta e seis elementos, tem actuado um pouco por todo o País e também no Estrangeiro, sendo filiado da Associação de Coros ACAL e da Associação Internacional “The Planety Chorus”.
O Coral começou com “Kuwate – Missa Étnica pela Paz”, de Lorenz Malerhofer, seguindo-se “Ay mi Dios”, de D. Pedro de Cristo. “Queda do Império”, com arranjos de Paulo Lourenço, “Freedom Trilogy”, de Paul Halley, “Give us Hope”, de Jim Papoulis e Francisco Nunez, e “Total Praise”, de Richard Smallwood, foram as outras peças interpretadas pelo Coral Harmonia.
A segurança com que os vários temas foram interpretados e a empatia criada – nalguns deles – com o público garantiram, desde logo, o êxito da apresentação! Assistimos, como já referimos, a um extraordinário Concerto, estando, assim, de parabéns (duplos) o Canto e Encanto por mais este sucesso. O facto de o público presente se ter mantido agarrado aos bancos, mesmo depois de o Concerto terminar… assim o confirma!
Os dois Grupos Corais tiveram ainda a oportunidade de confraternizar à volta da mesa, no Restaurante Zé Pataco, onde o caldo verde e o arroz de costela marcaram presença (e de que maneira!!!). E o convívio acabou por proporcionar (quase…) outro concerto, já que ambos os Corais interpretaram mais uns quantos temas.
…E ACTUOU EM SANTAR…
No dia 5 de Abril, Domingo, a meio da tarde, o Coral Canto e Encanto deslocouse a Santar a convite da Provedora da Santa Casa da Misericórdia local, Dra. Infância Pamplona. O Concerto teve lugar na Igreja da Misericórdia, que estava cheiinha, tendo algumas pessoas ficado no exterior a assistir, e integrou-se nas comemorações da Semana Santa – que, como é sabido, têm grande esplendor naquela Vila Museu.
As peças apresentadas foram as do Concerto do dia anterior, mas como o público quis mais… ainda foram interpretadas mais umas quantas… extra programa…
Diferenças…
Artigo publicado no Jornal Canas de Senhorim, AMEF
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