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Data e HoraSegunda-feira, 01 de Dezembro de 2008

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Centauro Romano
Logótipo do Canas Online

Centauro Romano

O símbolo associado ao logótipo do Canas Online foi inspirado numa peça romana que Horácio Peixoto recolheu na Quinta do Fojo, em Canas de Senhorim. Trata-se de um elemento terminal de um objecto de culto, uma pátera em bronze, taça cerimonial usada em sacrifícios nos tempos antigos. Representa um Centauro e constitui um dos poucos exemplares encontrados em território português.


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Lenda do Pai Mouro (Lugar do Paimouro)

Já se perguntaram porque é que o Brasão de Armas da Vila de Canas de Se­nhorim tem 2 cavalos?

Os estudiosos de heráldica dizem que os cavalos simbolizam valores como a Nobreza, a Lealdade, a Generosidade, a Valentia, que assim caracterizam uma popula­ção. A memória popular explica o significado dos símbolos de uma forma mais empírica.

Depois da invasão árabe (que aconteceu em 711) alguns moradores destas terras, que não eram árabes, adoptaram os seus usos e costumes, e por isso se chama­vam de moçárabes. Nessa altura viviam em quintas, dedicavam-se à agricultura e ti­nham muitos cavalos. Conta a lenda que um tal moçárabe, de nome D. Paio, o Mouro, tinha uma dessas quintas no lugar que agora se conhece por esse nome. Era frequente acontecerem escaramuças entre os mouros e alguns nativos, sobretudo quando os árabes faziam incursões pelas quintas para arranjarem mantimentos e cavalos. Uma ocasião a Quinta de D. Paio foi cercada e ele teve de mandar pedir ajuda a outras quintas que havia em Algerás. Dois cavaleiros saíram quando a noite caiu, e ficou-se à espera que voltassem com reforços. No dia seguinte de manhã o pequeno exército invasor, que não seria mais do que um pequeno grupo, começou a ouvir o barulho de um grande tropel, e grandes nuvens de poeira. Como eram poucos e não queriam morrer ali, levantaram o cerco e “ala que se faz tarde”. Algum tempo depois voltaram à Quinta os dois cavaleiros, sozinhos. Tinham ido pedir ajuda, mas não a tinham conse­guido, pelo que se lembraram do estratagema de pôr os cavalos a bater os cascos nos grandes penedos, para fazer eco e parecerem muitos e de arrastarem uma espécie de charrua, numa terra, recentemente lavrada, para criar a nuvem de poeira que os invaso­res tinham visto.

História contada pelo falecido Sr. António João Pais Miranda

por Ana Mouraz
CANAS DE SENHORIM Os Lugares e os Nomes_Edição de Núcleo Filatélico e Numismático da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim


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