Canas OnLine

A Vila de Canas de Senhorim é uma terra tipicamente beirã. Situada entre a Serra da Estrela e a Serra do Caramulo é ladeada pelos rios Mondego e Dão. A sua história remonta a tempos milenares, conforme documentam os diversos vestígios pré-históricos e romanos existentes. Foi-lhe concedida carta de foral em 1196 e em 30 de Março de 1514 o rei D. Manuel I confirma o privilégio através de novo foral, o qual confere à vila o estatuto de concelho. Em 1866 é extinto o concelho, circunstância nunca aceite pela população que ao longo do tempo tem lutado pela sua restauração >>>

Início arrow Cultura
Data e HoraSábado, 31 de Julho de 2010

Carnaval Verão, ARCP - Associação do Paço

75º Aniversário do “Desportivo”

Rádios amadoras de Canas, projectos que deixaram saudades

 

Jantar de Natal da Mega Rádio (Rest. Pelourinho, Canas de Senhorim, anos 80)
Foto Ana Mafalda, b’MCNS

(de frente) Dr. Américo, Manuel Figueiredo, Dr Alberto Reis, João Valejo, Luís Caetano, ?, ?, ?, Rojão
(de costas) Manuel Monteiro,  ?, Belinha, António Dias, Ana Mafalda, Paulo Dias, ?, Helder Ambrósio, Tonito (da farmácia)

 

 


Bilhete postal a concorrer ao concurso "BOM DIA DOMINGO", 1989
Foto Horácio Peixoto

  Transcrição
Para os simpáticos directores e colaboradores da Mega, a minha simpatia, a minha disponibilidade, a minha amizade e o desejo de muitos êxitos.
Assinatura: Maria Natália Miranda 15 – 02 - 88

História

"Acta da Constituição da Cooperativa Mega Rádio - Cooperativa de Rádio e Animação Cultural, C.R.L, com sede em Canas de Senhorim, nos termos do Artigo 11º do Código Cooperativo (Decreto - Lei nº. 454/80, de 9 de Outubro, e Decreto Lei nº238/81, de 10 de Agosto, e Lei nº.1/83, de 10 de Janeiro).

No dia 25 de Outubro de 1986, às 21h30m, reuniram em Canas de Senhorim, Freguesia de Canas de Senhorim, Concelho de Nelas, as seguintes pessoas:

António Manuel dos Santos Brizida Rojão
Orlando Ernesto Constâncio Vieira
Helder José Gomes Ambrósio
António José Dias dos Santos
Júlio António Soares Fernandes
Jorge Paulo Loureiro Soares
Artur Jorge Cardoso da Silva
Paulo Jorge Rodrigues Dias
António João Pais Miranda
António Manuel Esteves Figueiredo
António José Andrade da Costa
Fernando Gomes Pinto
António Brandão Gonçalves
António Luís Sampaio de Abreu Madeira
José Carlos Araújo Morgado
Luís Pedro Domingos dos Santos Caetano

A pessoa identificada em primeiro lugar, depois de proceder à identificação de todos os presentes por conhecimento pessoal e pelos respectivos Bilhetes de Identidade, que exibiram, declarou aberta a sessão desta Assembleia para constituição de uma cooperativa, que se reúne dos termos do artigo 11º do Código Cooperativo. Seguidamente, foi proposto pela mesma pessoa, Sr. António Manuel dos Santos Brizida Rojão, que se elegesse uma mesa para dirigir os trabalhos da assembleia, tendo sido eleito o próprio Sr. António Manuel dos Santos Brizida Rojão, como Presidente da Assembleia, e, como Secretários da mesa, as pessoas identificadas sob os nºs 2 e 3, respectivamente Sr. Orlando Ernesto Constâncio Vieira e Sr. Helder José Gomes Ambrósio. Constituída a Mesa, o Presidente pôs à discussão a Constituição de uma Cooperativa para associar todos os presentes e outras pessoas que posteriormente a ela se queiram associar nos termos estatutários.
E foi seguidamente apresentada à Mesa pelo Sr. Fernando Gomes Pinto uma proposta de seguinte teor:
" Por todas as pessoas que constituem esta Assembleia é constituída uma Cooperativa nos seguintes termos:
A) A cooperativa denomina-se Mega Rádio - Cooperativa de Rádio e Animação Cultural, C.R.L., conforme consta do certificado emitido pelo Registo Nacional de Pessoas Colectivas em 5 de Outubro de 1986, e tem sede em Canas de Senhorim, freguesia de Canas de Senhorim, concelho de Nelas;
B) A Cooperativa pertence ao ramo de cultura a que se refere o artigo 4º do Código Cooperativo;
C) A Cooperativa tem por objecto a produção e realização da transmissão de programas radiofónicos e, através da produção e realização de exposições, espectáculos e conferências de carácter cultural, incentivar, defender e divulgar os interesses regionais;
D) Cada uma das pessoas presentes e que constituem esta Cooperativa realizam nesta data 3 títulos de capital no valor de 500$00 cada um, ficando assim nesta data realizado o capital de 24.000$00, sendo o capital mínimo da cooperativa de 50.000$00;
E) Para o primeiro mandato que se segue à constituição da Cooperativa são designados para os Corpos Sociais as seguintes pessoas, todas presentes nesta Assembleia:

Direcção:
Presidente - António Manuel dos Santos Brizida Rojão
Vice - Presidente - Luís Pedro Domingos dos Santos Caetano
Tesoureiro - Helder José Gomes Ambrósio
Secretário - Fernando Gomes Pinto
Primeiro vogal - António Manuel Esteves de Figueiredo

Conselho Fiscal:
Presidente - António Luís Sampaio Abreu Madeira
Secretário - António José Dias dos Santos
Relator - António José Andrade da Costa

Mesa da Assembleia - Geral:
Presidente - José Carlos de Araújo Morgado
Vice - Presidente - António João Pais Miranda
Secretário - Orlando Ernesto Constâncio Vieira
 

(testemunhos)

 

[…] Existe uma primeira distinção que é preciso fazer antes de tudo começar, é preciso ter consciência que existiram duas RACs.
A primeira apareceu e funcionou em casa do Senta-aí, por cima do antigo Zé Pacato, tendo como colaborantes, o Senta-aí, o Tu-jó, Jorge Fernandes, Paulo Dias, Muchana e o Paulo Gato.
Esta sem dúvida que foi a primeira rádio pirata em Canas, eu com o carro estacionado junto à capela ouvia, porque por eles era informado.
A frequência era preciso apanhá-la procurando hoje uma onda e amanhã outra, no entanto estes miúdos (na altura) divertiam-se, e com eles se deu um grande passo para o que veio a seguir.
Com a zanga entre eles, um separou-se de todos os outros (Paulo Gato), acabando por se extinguir a primeira rádio pirata canense (a primeira RAC).
Com o avançar do tempo são criadas posteriormente mais duas rádios também piratas.
A primeira foi a MEGA RÁDIO, onde 4 dos seus “locutores” dela fazem parte, assim como o Rojão, o Hélder, Caetano, o Toninho-eu, Peixoto, transmitiu primeiro do prédio do Rojão e posteriormente da casa por cima do Caçoilo.
É criada também outra rádio pirata (2ª RAC), que foi por muito confundida com a primeira.
A segunda rádio pirata foi criada pelo Luís Pinheiro, Álvaro Couto, Josué, Paulo Gato, Serafim Ribeiro, etc, transmitiu as suas primeiras ondas de uma casa frente ao café do Zé das Máquinas e posteriormente da casa do Sr. Mateus.
Com esta “guerra” toda entre piratas, e como era precisa a sua legalização, houve tentativas de unificação, foram feitas reuniões entre todas as pessoas envolvidas, entre todos os sócios (de um lado e do outro) no entanto muita gente esteve contra, uns porque não gostavam do Luís Pinheiro e do seu staff (para ele era mais um brinquedo que depois de usado deitava fora), outros porque não sabiam como tudo isto iria acabar.
A unificação foi avante, as negociações levaram a tomadas de decisão, o nome da rádio ficou Rádio Amador de Canas (RAC) sendo a frequência 96.8 fm (a da Mega Rádio).
No entanto esta unificação nada teve de bom para a nossa terra, a rádio é legalizada, é-lhe concedido um alvará, que posteriormente é cedida a exploração para Viseu (basta sintonizar e ouvir).
Nestas negociações esteve presente o ilustre Zé Correia (Presidente da Câmara de Asnelas), pessoa idónea e sem qualquer interessa no negócio, mas interessado também em que a rádio não ficasse por cá (penso eu), a machadada foi fatal.
Como a rádio dá trabalho e não dá dinheiro (o que acredito), foi “vendida”, o brinquedo fartou as criancinhas que o quiseram trocar por outro mais atractivo.[…]

A constituição da Mega Rádio tinha por objectivo a legalização da própria rádio.
No entanto, depois deste acto, a Mega foi mais do que uma rádio, as suas actividades passaram para além da simples difusão das suas ondas.
A nível cultural está-lhe também atribuído o primeiro encontro realizado em Canas de bandas filarmónicas, esta actividade decorreu no campo de futebol de salão dos Bombeiros Voluntários.
Os canenses mais atentos devem recordar-se ( se não forem atraiçoados pela memória) desta actividade levada a efeito pela Mega Rádio tendo como coordenador da mesma o Sr. Hélder Ambrósio.
Desfilaram na nossa praça durante dois dias as mais representativas bandas filarmónicas da nossa redondeza.
Do que me recordo, a aderência dos canenses a esta iniciativa não foi das melhores, no entanto fica registado que a Mega Rádio não foi apenas uma rádio de discos pedidos, preocupou-se também em fornecer às pessoas outras actividades diferentes das normais.
As actividade realizada por esta rádio local, canense e pirata não ficaram por aqui, recordam-se do primeiro "Rally Paper Mega Rádio"?
Pois é, foi mais uma actividade levada a cabo pela "directoria" desta emissora, o Paulo Barata organizou a actividade, assessorado por mais alguns membros pertencentes à Mega, a corrida foi um sucesso, aderiram imensos concorrentes com vários prémios para distribuir pelos "vencedores".
De referir também outras actividades levadas a efeito por esta posto emissor “pirata”:
Os relatos de futebol (equipa sénior do Canas principalmente) e a cobertura de um Rally de Portugal com informação em directo e exclusivo para todos os seus fieis ouvintes.
As primeiras actividades estiveram relacionadas com o seu primeiro aniversário, existiu mesmo um programa comemorativo onde estavam assinaladas todas as actividades a desenvolver (não sei onde parará).
Como podemos concluir, as rádios que existiram em canas não tinham somente uma função (discos pedidos), tinham também a vontade de levar às pessoas algo que estas não tinham no seu dia-a-dia.
Penso que a morte anunciada da rádio levou alguma riqueza cultural que esta poderia dar a todos os canenses.
A falta de sensibilidade das pessoas fez com que este projecto ficasse por terra (quem perdeu fomos todos nós).
Com esta minha intervenção relativa a esta temática (rádios) quero apenas que as pessoas entendam que a rádio não tinha apenas uma função (informar), ela estava também a aglutinar quem gostavam de ficar culturalmente mais rico, este faceta de lazer que estava a ser oferecida fazia também (mais cedo ou mais tarde) com que as suas actividades fossem aceites por toda a população.
Só mais uma:
A RAC disputou pelo menos um torneio de futebol de salão nos bombeiros e…. venceu.
Como podem ver as rádios não foram só discos pedidos.
Foi uma pena….

Publicado por Zhulkorro no b’MCNS, a 03 e 17 de Janeiro de 2009 (adaptado)

 

foto gentilmente cedida por: amef

[…] queria dizer-lhe que está certo quanto à existência, composição e localização da "original" RAC, no entanto como co-fundador da saudosa "Mega" (até no nome, ao contrário do que era habitual, se destacava no extenso espectro nacional!!), queria dizer-lhe que, um grupo de pessoas, sabendo da sua existência e de outras experiências anteriores em circuito fechado, isto é, sem emissor, produzindo apenas registos magnéticos, alguns em minha posse, achando a ideia interessante, resolveu dar-lhe alguma expressão, tudo combinado na esplanada da "Galé", no meio de "finos", tremoços, amendoins e alguns camarões, após os jogos de futebol de salão que decorriam naquele verão, nas instalações dos Bombeiros, antes do encerramento da CPFE.

Resolveu-se, então, convidar os animadores e fundadores da original RAC para integrarem o Projecto Mega Rádio. Uma dessas pessoas que referiu não foi convidada e todas as outras aceitaram integrar o projecto. Inicialmente, como disse, instalámo-nos nas águas furtadas do prédio onde vivia o amigo António Brízida Rojão, onde ninguém cabia em pé, e poucos meses depois mudamos para o espaço que hoje é ocupado pelo Jornal Canas de Senhorim. Para que saiba, Helder Ambrósio junta-se ao "staff" nesta fase. O Horácio Peixoto, sempre colaborador e co-fundador, que me lembre, nunca foi lucotor mas colaborava em muitas outras coisas. Já o Antunes (Toninho iu) foi uma peça chave do projecto. Era ele o homem das electrónicas, com capacidade de montar as antenas e o emissor comprados em kit e em …Madrid.

Lembro com admiração alguns carolas que contribuiram financeiramente para tudo isto: Rojão, Figueiredo, Caetano, Ilídio, Brandão, Tó-Zé Lopes e outros, que já não me lembro mas que, concerteza, me desculparão por isso. Quanto às pessoas e à formação da "segunda via" da RAC está certo no que disse mas, queria dizer-lhe que, mais uma vêz, houve carnaval em Canas de Senhorim, fora de tempo, sim, o carnaval não dura só três dias como diz a canção mas, infelizmente, o ano inteiro. Digo-lhe mais, por tudo isto hoje não temos rádio nenhuma (e tanta falta nos fêz, na luta!!) assim como não temos, porque perdemos, outras coisas. Antes de terminar, queria dizer-lhe que o nome adoptado antes da legalização como RAC, foi "Canal 3", lembra-se? Para entender porque é que ficou finalmente com a designação "RAC", tudo teve a ver com a constituição das cooperativas: A Mega Rádio constituiu uma de raíz enquanto que a RAC aproveitou uma já existente, que detinha a também saudosa publicação quinzenal jornal "Tribuna de Canas". Como a antiguidade das cooperativas fazia parte dos critérios de selecção para atribuição de frequências (lei das rádios regionais), a "fusão" Mega-RAC concorreu com a cooperativa da …RAC. Ah! lembra-se do Pedro Vieira? Foi recrutado por mim para a Mega. Na Mega se formou e depois fez carreira na Rádio…Renascença!!!

P.S.: A sede de concelho também tinha uma rádio. Chamava-se "Rádio Club de Nelas" e não teve arte nem engenho para concorrer à única frequência disponível, mas, Canas tinha de ter duas….!!!!!!?????"

Da lista dos nomes dos presentes na reunião de constituição da Mega Rádio-Cooperativa de Rádio e Animação Cultural, constam três dos animadores da RAC "original". O meu também aparece. Mas que estranho, já foi assim há tanto tempo?
Nesta altura já "ocupávamos" o nº1 do Largo do Pelourinho. Há uma história antes disto só com cerca de metade dos intervenientes e outros que não aparecem nesta "fotografia".
@ana mafalda, a autoria do logótipo da "Mega", em tons de azul e amarelo, resultante de concurso público com prémio de 10 mil escudos para o 1º lugar, pertence ao amigo e actual arquiteto Nuno Abreu Madeira.
O destacado quadro da PT de quem fala é, como sabe, Carlos Morgado que, em parceria com os irmãos Zé e Tito Pessoa Paiva, realizavam aos sábados à tarde um programa,cujo nome agora me escapa, que possuia "alinhamento", que era cumprido ao pormenor. Um luxo.
@zhulkorro, vejo que também se lembra que a "Mega" não era uma rádo qualquer. Eu também gostava de rever o "cartaz" do 1º aniversário. Como referiu, durante um mês, sim, um mês, houve de tudo um pouco, culturalmente falando.
Destacou-se, como disse, o encontro de bandas filarmónicas do concelho (Santar, Carvalhal Redondo e Vilar Seco, que muito trabalho deram a convencer a tocar no mesmo local e no mesmo dia) e o Rally Paper. Também houve Cicloturismo e teatro, muito teatro e variedades, no "salão" dos Bombeiros. O meu amigo António M. tem tudo gravado em VHS. Espero que tenha passado para um suporte digital, senão, depois de todo este tempo….
Já agora, sabem quem é Maria Natália Miranda, não sabem? Claro que sim.
De que forma ela está associada ao carnaval, quer do Paço quer do Rossio?
Todas as gargantas dos canenses sabem, não é?

Publicado por Anjodisa no b’MCNS a 8 e 18 de Janeiro de 2009

MEGA RÁDIO, ESTAMOS ONDE SOMOS PRECISOS
(era um dos slogans da mega)

Em primeiro lugar devo informar que o alvará de uma rádio é intransmissível, isto é, não se pode vender.

Segundo
Julgo que neste momento o alvará da frequência do concelho de Nelas, 96,8, ainda pertence à RAC, ou à Cooperativa de Informação e Divulgação, Rádio Amador de Canas de Senhorim.
Se o alvará não pertencer à RAC é porque o deixaram caducar, não o renovaram.
Se o deixaram caducar os cooperantes não foram chamados para se pronunciarem sobre esta questão.

Terceiro
A exploração da frequência 96,8, como sabem, deixou de ser feita pela Cooperativa de Informação e Divulgação, Rádio Amador de Canas de Senhorim. Esta célebre terra perdeu um veículo importante da nossa identidade como um povo. A legalização da Rádio foi conquistada com muito suor, sangue e lágrimas, através da colaboração de muita gente.
Colaboraram das pessoas mais simples às mais endinheiradas. Foi feita uma campanha que não deixou indiferente o cidadão comum. Foi um gozo viver esse processo. Vivíamos horas a fio junto ao microfone. Alucinante fazer Rádio. Devo à Rádio, a minha capacidade de me relacionar com facilidade com os meus interlocutores. Essa empatia que estabeleço com as pessoas, foi formatada na Rádio.
No último passeio paroquial, quando peguei no microfone do autocarro em que viajava, ainda vivi momentos de um autêntico programa de rádio, fazendo cantar as pessoas, entrevistando, quase que estava ali em directo, de uma estrada espanhola a transmitir para Canas. Uma Senhora que se estava a deliciar com aqueles momentos fez questão de dizer que eu dava para trabalhar numa rádio. Tinha-se esquecido do passado recente, ou então já não se lembrava da minha voz. Esta minha forma de estar foi conquistada a fazer rádio. Rádio sem rede, sem gravações, sempre em directo, quer em programas musicais quer em tempos informativos. Tal como eu também muitos outros o fizeram por gosto e por amor a esta terra.

Terceiro, ponto 1
A Rádio deu-me arcaboiço para fazer notícias para a LUSA, para o JORNAL DE NOTICIAS, (com noticias sobre ministros e sobre secretários de estado e algumas delas na primeira página), sem padrinhos, para a Renascença, para outras emissoras e para outros jornais regionais, de Viseu, da Guarda e de Mortágua, para a revista REPORTAGEM, dirigida para a comunidade portuguesa espalhada pelo mundo, etc.

Quarto
Estive muitos anos envolvido na actividade radiofónica, como muitos outros canenses, mas a parte da cedência da exploração à empresa de Viseu (estação diária), passou-me ao lado. Não sei qualquer história sobre essa cedência de exploração da frequência de 96,8, mas fiquei sempre com a orelha guiada. Já justifico.

Quinto
Numa celebre Assembleia - Geral, depois de terem prometido numa reunião, havida antecipadamente, a cedência da Rádio a um ilustre Canense, viraram o bico ao prego e o que se passou antes da votação foi inqualificável. Para que não fosse cúmplice desse negócio, nesse mesmo momento, renunciei ao cargo de vice-presidente da Assembleia-geral. O Presidente da Assembleia - geral, ilustre jurista desta terra, também renunciou ao cargo. Foi um dos fundadores da RAC – Cooperativa de Informação e Divulgação de Canas de Senhorim.

Sexto
Desde essa altura até hoje, nunca mais tive notícias da Rádio Amador de Canas. O que é grave, gravíssimo. Ninguém marca Assembleias. Ninguém mais viu convocatórias. Tive um apagão. Nesta terra é assim. Não sei se a entidade que explora a frequência de 96.8 paga à RAC ou não? Quanto é que paga por mês? Não sei se as dividas que a RAC tinha, estão pagas ou não? Ninguém sabe de nada … Mas pelos vistos o tal homem de Viseu nunca mais entregou nenhum …. .
Porque é que silenciaram a Cooperativa?

Sétimo
Não quero vir aqui cobrar o trabalho que desenvolvi na RAC, como tantos outros o desenvolveram, mas era de bom - tom que alguém viesse a terreiro dizer alguma coisa, pelo menos fazer o ponto da situação aos cooperantes.

Oitavo
Tenho que realçar aqui a questão da sustentabilidade financeira da Rádio em Canas. A RAC tinha muitas dificuldades financeiras e a partir do momento em que o Estado começou a exigir determinadas normas, essas dificuldades financeiras aumentaram. Sem receitas não há possibilidade de haver qualidade e sem qualidade não há receitas. Este binómio é difícil de equilibrar numa terra que caiu no abismo desde o fecho dos Fornos e da Urgeiriça. Quando os Fornos estavam a laborar os programas de informação tinham muita qualidade. Por quem eram feitos? Eram feitos por pessoas que trabalhavam nos Fornos e na Urgeiriça, grande parte delas. Esse potencial humano desapareceu, infelizmente.

Nono
Desapareceu o potencial humano, mas antes estoiraram com o potencial económico. Quem foi que estoirou com esse potencial económico?

Décimo
Ainda sobre a RAC, devo dizer que deixei de fazer Rádio porque entendi que deveria fazer um ponto final na minha actividade hertziana. Não me incompatibilizei com ninguém. Estava cansado de nadar num mar picado. Foram muitos anos … . De Director passei para a Assembleia – Geral e estive neste Órgão Social até à dita Assembleia onde fui tremendamente injuriado.
Adivinhem por quem?
O que aconteceu à RAC, (desaparecimento) vai acontecer ao nosso Jornal. Atenção que não estou a falar em vendas, nem em fusões, nem em dissoluções, nem cisões e nem em incorporações. Em Canas são sempre os mesmos a fazer tudo. Não há renovação. Os colaboradores têm que ser renovados, para haver outro estilo, outras ideias, etc. Sangue novo faz sempre bem, logo que não esteja contaminado. A minha experiência diz-me que é mais difícil manter uma Rádio do que um jornal mensal, em ambos os casos com qualidade. Sem qualidade não vale a pena queimarmos as pestanas em longas noites e estoirar as tardes de domingo agarrado a um computador. Sem qualidade não vale a pena estoirarmos o espectro radioeléctrico de Canas de Senhorim.

Décimo primeiro
Já agora vamos aos doze. Vamos falar da Mega.

Décimo segundo
Tenho na minha posse os livros de actas da Direcção e da Assembleia da MEGA. Tenho-os guardado religiosamente, desde que terminei o processo de dissolução da MEGA, mandatado em Assembleia – Geral. Nunca mais abri estes dois livros.
A dissolução da Mega deu-me água pelas barbas. Contei com a ajuda financeira de alguns fundadores, que foi preciosa e com a colaboração de mais dois ou três especialistas, designadamente um TOC e um jurista. Obrigado a todos.
Foi este Blog que me fez abrir os dois livros e que me levou a recordar tempos freneticamente vividos e muito especiais. Havia um certo carinho na malta da MEGA. Malta fixe. Afinal já lá vão mais de vinte anos e isso não se esquece. Porque não, mais um ponto?

Décimo terceiro
Sabem porque é que o nome da Mega Rádio foi escrito em quase todos os jornais diários e semanários, publicados neste país à beira mar plantado?
Fiquem com esta pergunta e espero que haja uma alma caridosa que esclareça mais alguma coisa. Posso acrescentar mais um ponto?

Décimo quarto
Estive a falar da Mega Rádio, fundada no dia 25 de Outubro de 1986, pelas 21 horas e 30 minutos.

Hoje fico por aqui com uma grande saudade de fazer rádio.
Para matar saudades, porque é que não marcamos um jantar com a malta da Rádio? O AMEF leva os filmes das nossas actividades, cada um conta uma “estoria” e penso que entraremos pela noite dentro.

Publicado por Helder no b’MCNS a 18 Janeiro de 2009

 

O presidente do GDR Adelino Mouraz em entrevista

 

No mês em que se comemora o 75º aniversário do GDR Canas de Senhorim, apresentamos a entrevista ao seu actual presidente. A equipa do MSZone, aqui publicamente, agradece ao Sr. Adelino Mouraz a sua disponibilidade. O nosso muito obrigado.


Ponto 1 - Situação Económica
 
MSZ - Qual o orçamento anual do GDR?
A Mouraz- O orçamento esta época será idêntico ao da época anterior. Apresentámos contas em Assembleia Geral aos nossos associados, tendo essas contas sido aprovadas por unanimidade. Os sócios se realmente estivessem interessados estariam presentes em tal assembleia, e a todos aqueles que por qualquer motivo não estiveram presentes a direcção disponibilizará essas informações.

MSZ - Deste, qual a dependência de dinheiros públicos?
A Mouraz- Tal como todos os clubes do conselho sempre dependemos dos dinheiros públicos. Sem esses subsídios não é viável manter a estrutura de qualquer clube seja ele qual for.

MSZ - Os apoios da C. M. Nelas aos clubes de futebol do concelho deram alguma polémica no verão passado. Quer explicar aos sócios e simpatizantes do GDR quais os critérios para auferir subsídios da C. M. Nelas?
A Mouraz- Os critérios para auferir dos subsídios da Câmara Municipal de Nelas são os mesmos utilizados à muitos anos. No inicio de cada época futebolística a Câmara atribui subsídios às equipas de futebol do concelho, assim como em determinada altura do ano faz o mesmo em relação a outras instituições e colectividades, tais como Associações carnavalescas, Ranchos Folclóricos, etc.
MSZ - Sabemos que os próximos tempos não irão ser fáceis. Como pensa gerir financeiramente o clube?
A Mouraz- Nos tempos em que estamos nada é fácil, e este clube tal, como outros, e outras associações, esperam cada vez tempos mais difíceis. Espero geri-lo financeiramente tal como o fiz sempre que estive á frente dos destinos do clube, com muito rigor financeiro, tendo como lema “não gastar mais do que aquilo que realmente podemos gastar”
MSZ - Qual o peso do futebol sénior no total anual dos gastos do clube?
A Mouraz- No patamar onde nos encontramos no futebol distrital o GDR Canas de Senhorim deve ser dos poucos clubes que menos gasta com o Futebol Sénior. Sem dúvida que o Futebol Sénior dentro do orçamento do clube é o que mais gasta, mas em contrapartida também é o que gere mais receitas aos cofres do clube, e é aquele em que os sócios mais exigem a nível de resultados a todas as direcções que por aqui passam.
 
Ponto 2 – Sócios
 
MSZ - Qual o nº de sócios actual? O nº tem conhecido oscilações?
A Mouraz- O número de sócios é actualmente de 360, não tendo sofrido grandes oscilações. As pequenas oscilações prendem-se apenas com o falecimento de alguns, que serão sempre sócios no pensamento do Desportivo, e outros, porque não se identificam com alguém que está no clube, e para esses o mais fácil é deixarem de o ser. Com mentalidades destas este clube não pode alcançar patamares que alguns sócios exigem.

MSZ - Qual o peso (percentual) das quotizações para o orçamento do clube?
A Mouraz- O peso percentual das quotizações é muito baixa no orçamento do clube, ronda talvez os 10% desse mesmo orçamento, o que não invalida que essa percentagem não seja muito benéfica e importante para quem está a gerir o clube.

MSZ - O que tem sido feito para aumentar o numero de sócios?
A Mouraz- Têm sido feitas algumas iniciativas para aumentar o número de sócios, uma delas na época passada em que apresentámos aos associados a oferta de um livre transito para toda a época futebolística a quem trouxesse três novos sócios para o clube. Não fomos correspondidos em tal iniciativa, e tenho a lamentar que os amigos do clube nem sequer um novo sócio trouxeram. Parte dos sócios exigem o melhor a quem está á frente do clube, mas infelizmente nestas iniciativas eles não estão cá.
 
Ponto 3 -Estabilidade Directiva
 
MSZ - Esta direcção tem tido um inegável sucesso à frente dos destinos do GDR. Qual o segredo para contas sãs e sucesso desportivo?
A Mouraz- Sem dúvida que esta direcção a que presido há cerca de 5 anos, embora com pequenos ajustes a nível directivo, tem tido o seu sucesso. Aproveito aqui para lembrar aos sócios e amigos do clube que para a época de 2004/05 não havia quem pegasse no clube estando por esse motivo a atravessar uma crise directiva até finais de Agosto. Fui eu juntamente com o Sr. José Lima, já em inícios de Setembro, que resolvemos não deixar que o clube fechasse as portas e convidámos um grupo de pessoas que amavelmente não nos disseram que não. Com uma equipa construída há última da hora ainda nos classificámos em 4º lugar no escalão sénior da 2ª Divisão.
A época seguinte, 2005/06, já foi melhor e aí atingimos o 2º lugar, o que nos daria o acesso a disputar um lugar na Divisão de Honra com o 2º classificado da Zona Norte. Fomos os vencedores desse disputa mas infelizmente nesse ano não deu para ascendermos á Divisão de Honra.
Na época de 2006/07, aí sim, apostámos fortemente na subida de Divisão, o que com o esforço de todos fomos bem sucedidos, tendo inclusive sido Campeões Distritais na referida prova e alcançado a final da Taça Sócio de Mérito, o que nos permitiu pela 1ª vez na historia do clube estarmos na Taça de Portugal na época seguinte.
Época de 2007/08, presença na Divisão de Honra, aliás a divisão em que toda a direcção pensa ser o lugar certo para os pergaminhos deste clube. Um honroso 5º Lugar logo no ano de estreia.
2008/09, na época que está a decorrer, a nossa ambição passa por manter a classificação da época anterior (5º lugar), ou se possível fazer um pouco melhor.
Quero reafirmar, com tudo aquilo que disse, que o sucesso do GDR Canas de Senhorim nestas últimas épocas se deve ao bom trabalho desenvolvido pela actual direcção e seus colaboradores. Sobre as contas do clube, da minha parte e da parte dos meus colaboradores, todos somos da opinião de seguir o lema já descrito: “não gastar mais do que aquilo que realmente podemos gastar”.
MSZ – A recente remodelação, com a entrada de novos elementos veio dar mais dinamismo a esta direcção?
A Mouraz- Sem dúvida que com pequenos ajustes e a entrada de novos elementos houve outro dinamismo. Não quero com isto dizer que aqueles que hoje já não se encontram não foram úteis ao clube, pelo contrário, mas devido aos seus afazeres pessoais tiveram que infelizmente abandonar . Com os que estão e com aqueles que partiram eu apostaria novamente em tais pessoas para uma recandidatura. Aproveito para dizer o meu muito obrigado àqueles que comigo trabalharam e para os que actualmente fazem parte da minha equipa.
 
Ponto 4 -Equipas de Futebol
 
MSZ - Como tem decorrido esta época futebolística a nível de seniores?
A Mouraz- A época futebolística a nível sénior tem decorrido dentro daquilo que foi programado no inicio da época. Como atrás foi referido, os nossos objectivos passam por atingirmos uma classificação igual á da época transacta e se possível melhora-la.
MSZ - Está á vista de todos a excelente melhoria das equipas mais jovens. Podemos concluir que esta política de ter camadas jovens é benéfica ou se pelo contrario se torna um “fardo” financeiro para o clube!
A Mouraz- Sem dúvida que tem havido uma excelente melhoria das equipas mais jovens. Essa melhoria deve-se ao trabalho desenvolvido pelos técnicos ao longo destas últimas épocas. Aproveito para agradecer publicamente a esses técnicos o magnifico trabalho que têm desenvolvido em prol do GDR Canas de Senhorim. Sem dúvida que é muito benéfico ter camadas de formação nos clubes. Não é “fardo” nenhum, pelo contrário, é uma semente a colher pelo clube num futuro próximo.
MSZ - O GDR tem estrutura (financeira) para uma 3ª divisão nacional?
A Mouraz- O GDR Canas de Senhorim tem estruturas capazes de enfrentar uma 3ª Divisão Nacional, tal como alguns clubes que hoje lá militam. O GDR Canas de Senhorim, hoje, tem condições de trabalho de fazer inveja a alguns clubes da Divisão de Honra e até a alguns da 3ª Divisão nacional. O que falta realmente neste clube para atingir esses objectivos e esses patamares é mais apoio das “gentes desta terra”. No dia em que os canenses forem unidos em torno do clube da sua terra, sem dúvida que teremos capacidades para enfrentar esse desafio.
 
Ponto 5 - Modalidades
 
MSZ - Vê com bons olhos o GDR ter equipas em modalidades que não o futebol (se um grupo de sócios a isso se disponibilizasse)?
A Mouraz- O GDR Canas de Senhorim tinha o dever de ter outras modalidades que não só o futebol, assim as pessoas se disponibilizassem junto das direcções, dispostas a colaborar. Temos uma pista no nosso estádio que é uma das poucas do nosso distrito sem utilidade. Daqui faço um apelo aos amantes do atletismo, que venham junto da direcção e se disponibilizem a avançar com esta modalidade. Aproveito ainda para colocar esta pista à disposição das nossas escolas para que esta tenha utilidade e que seja útil aos nossos jovens.
MSZ - Já teve propostas nesse sentido?
A Mouraz- Já tivemos uma proposta na época passada, para que fosse possível o ciclismo estar representado no clube. Foi uma óptima ideia, tendo esta direcção levado à Assembleia Geral tal proposta para que esta modalidade fosse criada. Foi criada mas acabou logo á nascença.
 
Ponto 6 - Infra-estruturas
 
MSZ - Para a sua actividade o GDR tem alguma reivindicação quanto a infra-estruturas?
A Mouraz- A reivindicação que o GDR Canas de Senhorim tem feito junto das entidades competentes, além do campo de futebol pelado, tem a ver com a obra a fazer na parte da bancada coberta do Complexo desportivo. Aí esperamos num futuro próximo a construção de uma sede digna para os associados e criar condições de trabalho para as direcções e departamentos de futebol, e outros que possam futuramente fazer parte do clube.
MSZ - Para quando uma sede condigna para o desportivo? Acha possível edificá-la no complexo desportivo?
A Mouraz- A sede terá que ser nesta área a que me acabo de referir na pergunta anterior.
Para quando?
Quando as entidades competentes assim o entendam. Para uma obra desta envergadura, o clube não tem capacidades financeiras, e se não houver ajuda exterior de alguém, esse sonho não é possível de ser concretizado. Como confio nas pessoas, acredito que o sonho se torne realidade dentro de um futuro a médio prazo.
 
Ponto 7 – Outros
 
MSZ - 75 Anos são uma bonita idade. Que sente um Presidente ao olhar para o “seu” clube com esta idade?
A Mouraz- Sinto-me orgulhoso por todas as pessoas que deram o seu esforço e suor ao longo destes 75 anos em prol do GDR Canas de Senhorim. Aproveito para endereçar um convite a todos os amigos do “Desportivo” a estarem presentes no jantar de aniversário deste nosso querido clube que se realiza no próximo dia 30 de Janeiro.
MSZ - Costuma consultar o Município SportZone ou o Canas Online?
A Mouraz- Sempre que posso dou uma “espreitadela” ao Municipio Sport Zone e ao Canas Online.
MSZ - Acha possível estreitar os laços com estas plataformas virtuais com o intuito de divulgar ao público o dia-a-dia do desportivo?
A Mouraz- Enquanto presidente deste clube e sempre que pretenderem estarei disponível a dar a minha colaboração.
Aproveito para desejar a todos os amigos do GDR Canas de Senhorim um bom ano de 2009 e que, na medida do possível, continuem a apoiar este clube que bem merece e precisa da ajuda de todos para se manter dignamente no lugar que merece no desporto português.
Eduardo A Mouraz Alexandre

 

 

Parabéns AHBV Canas de Senhorim

Retirei estas fotos do meu baú, para desta forma homenagear aqueles que, todos os dias continuam a defender o lema "VIDA POR VIDA". Estas fotos foram tiradas no maior desfile de Fanfarras feito no País no ano de 1993, onde os Bombeiros de Canas, foram considerada uma das melhores Fanfarras do desfile.

 

Em 1930, após um pavoroso incêndio, ocorrido na vila de Canas de Senhorim, um grupo de cidadãos iniciou os contactos oficiais que iriam levar a criação de uma Associação de Bombeiros Voluntários nesta Vila Beirã.
A data oficial da sua criação foi o dia 12 de Janeiro de 1931, sendo dessa data os seus primeiros estatutos, aprovados pelo Governo Civil de Viseu.

 

Carro de combate a incêndio antigo a desfilar

 

Fanfarra dos Bombeiros de Canas, a descer do Marquês de Pombal, em plena Avenida da Liberdade para a Praça do Comércio

 

Foto de família num jardim junto ao Marquês de Pombal

 

Anúncios grátis, contacte-nos
Se pretender contribuir no enriquecimento desta página envie as suas fotos e/ou os seus textos para geral@canasdesenhorim.org
Página anterior« »Página principal