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Data e HoraTerça-feira, 06 de Janeiro de 2009

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Centauro Romano
Logótipo do Canas Online

Centauro Romano

O símbolo associado ao logótipo do Canas Online foi inspirado numa peça romana que Horácio Peixoto recolheu na Quinta do Fojo, em Canas de Senhorim. Trata-se de um elemento terminal de um objecto de culto, uma pátera em bronze, taça cerimonial usada em sacrifícios nos tempos antigos. Representa um Centauro e constitui um dos poucos exemplares encontrados em território português.


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Entrevista[s]

1 – Ano novo, vida nova. Que projectos e ambições para esta época em relação á equipa que orienta?

Paulo Dias - Os projectos estão desde sempre traçados, quem pensa trabalhar com crianças com estas faixas etárias, tem que ter bem presente que o seu desenvolvimento físico tem que ser acompanhado pelo desenvolvimento intelectual e social, é certo que as vitórias são muito importantes, mas mais importante ainda é a sua dedicação à escola, é fundamental que os atletas tenham um comportamento equilibrado entre a sua prestação escolar e desportiva.
Esta actividade pode dar às crianças um complemento muito importante para a sua vida, nesta sociedade moderna cada vez mais existe a necessidade de trabalhar em conjunto, o desporto colectivo isso proporciona;
O gosto pelo futebol e principalmente pelo GDR, é uma batalha completamente ganha, estas crianças aderiram de corpo e alma ao projecto.
Este projecto tem perto de 3 anos, as crianças que nos chegaram pela primeira vez aos treinos não conheciam a cor da camisola, o símbolo, o próprio estádio. Com o decorrer dos anos, passaram a gostar e a defender o GDR como qualquer um de nós. Por esta perspectiva (quanto a mim a mais importante) os projectos estão bastante conseguidos, cada vez existem mais crianças nos variados escalões e que “rebocam” também familiares que estavam completamente desligados do clube.
O amor à terra, ao clube e ao desporto é um factor que está sempre presente nos nossos objectivos, está e continuará a estar dentro do nosso projecto.
No entanto as ambições também passam por lutar pela vitória em todos jogos que são disputados. Estas são bastante importantes, dão auto-estima quer às crianças quer a quem com elas trabalha. Quando as derrotas surgem analisamos em conjunto o porquê. Como sabemos, durante a nossa vida perdemos mais do que aquilo que ganhamos, logo estamos a preparar o futuro, estamos a aprender a perder, porque ganhar toda a gente sabe.
João Marques - Quando se começa a trabalhar com pequeninos o objectivo principal é, na minha modesta opinião, apenas vê-los progredir como jogadores. Em consequência disso, os resultados serão sempre melhores e é isso que pretendo para esta época: melhores resultados e exibições do que na anterior e temo-lo conseguido.

2 – Muito criticada na época passada em relação às camadas jovens, o que espera desta nova direcção do GDR Canas de Senhorim a nível de apoio e infra-estruturas?
Paulo Dias
- Penso que todo o apoio é sempre bem-vindo. Apesar de termos sempre por perto um director que está directamente ligado à direcção, as próprias crianças comentam que “ não sabem quem é que manda no Desportivo”.
O Desportivo deveria ser mais a arrojado em relação à formação, não me refiro só ao futebol mas também a outros desportos. As crianças são o futuro da nossa terra, no entanto tudo isto dá muito trabalho, sendo por vezes difícil arranjar alguém que esteja disposto a ajudar.
Sem dúvida que gostaria de proporcionar mais momentos de convívio entre todos os elementos da equipa, gostaria que todos almoçassem juntos pelo menos uma vez por mês, no entanto tenho consciência que tal é impossível, ficaria muito dispendioso para o clube.
Ao nível das infra-estruturas e apesar de existirem 2 campos existe colisão de horários no campo pelado em vários escalões.
A boa vontade, o gosto de ensinar, e a paixão pelo futebol fazem com que tudo seja resolvido com bom senso.
João Marques - Na história mais recente do GDR que vai desde o seu ressurgimento nos finais da década de 60 do século passado até aos dias de hoje, as equipas de formação sempre foram o parente pobre do futebol no Desportivo, excepção às duas ou três épocas em que tivemos efectivamente grandes equipas de juniores em que fomos campeões distritais e disputámos os campeonatos nacionais. E não excluo as minhas responsabilidades pois também fiz parte de algumas direcções fora desse período glorioso.
É sempre muito difícil a qualquer treinador trabalhar com as condições que nós tivemos num passado recente, sobretudo pela falta de espaços para treinar, e tendo em conta que na época passada havia uma equipa altamente competitiva com pretensões ao título e, em consequência disso, se apoiasse essa em detrimento das restantes.
Pela minha parte posso dizer que já trabalhei em condições bem piores, em que para iniciar um treino tivemos que ir comprar uma bola, paga por todos, já que não aparecia nenhum director para abrir o balneário.
Este ano, com as remodelações que houve na direcção penso que o apoio é mais visível, embora se mantenha o problema de falta de espaço para treinar.

 
3 – Trabalha na área de formação de novos talentos. Que relação com os jogadores é no seu entender a mais adequada? Paulo Dias - Sem dúvida que trabalhar com estes escalões não é o mesmo que trabalhar com seniores. É preciso ter alguma compreensão, alguma paciência para compreender as necessidades e dificuldades que por vezes aparecem. A minha formação profissional ajuda bastante, no entanto com o trabalho do dia-a-dia as pessoas apercebem-se disso, têm que ter paciência e gosto de ensinar.
Já não é o primeiro, segundo e terceiro pai que em conversa refere que não tinha paciência, no entanto alguém teve que ter paciência com eles porque a grande maioria também jogou futebol e fez a sua formação no GDR.
João Marques - Pessoalmente, procuro fazer exercícios simples e repetidos, não insistindo naqueles que não resultam e tentando, normalmente, pô-los a pensar nos seus erros e na forma de os corrigir.
… Mas isto é o que tento fazer…!
O mais complicado é fazer-lhes ver que não podem jogar todos e que num futuro muito próximo ainda será mais complicado, pois a partir dos iniciados só são permitidas 3 substituições e que estas são definitivas.

4 – Fala-se sempre da falta de apoio por parte dos pais e do público em geral nos jogos e treinos, principalmente nas camadas jovens. Diz-se até que o apoio do público se baseia apenas nos seniores. Sente o apoio dos pais e do público nos treinos e jogos?
Paulo Dias
- O apoio dos pais é uma realidade, todos os anos têm aparecido pais a ajudar naquilo que podem e sabem fazer, no entanto existem outros que nada ajudam.
A equipa de infantis vai para o seu terceiro ano de trabalho, sem dúvida que durante o primeiro ano (escalão de escolas) foram bastante apoiados pelos familiares, não havia jogo onde não estivessem bastantes pessoas a apoiar a equipa fazendo claque. Com o avançar dos anos essas claques vão rareando, principalmente fora vai diminuindo, a época anterior demonstrou isso.
Com o apoio ou sem ele o jogo é realizado, os seus intervenientes batem-se sempre até ao último minuto.
Este ano, no primeiro jogo fora (Vitória em Viseu) a equipa foi bastante apoiada.
Penso que a "crise" de apoio do público é comum a todos os escalões. Quando posso vou apoiar ao domingo à tarde e vejo com alguma tristeza que os tempos mudaram ou estão a mudar, existem outras ofertas que as pessoas acabam por escolher a que as retira da festa do futebol ao domingo à tarde (que saudades….).
Penso que se trata de um problema social.
João Marques - Não concordo com a totalidade da ideia. Os pais tem sido o grande suporte de apoio às equipas dos mais pequenos, com muitas presenças nos treinos e não regateando aplausos até mesmo nas situações mais difíceis e nunca esquecendo o pequeno convívio que se faz no final dos jogos.
Quanto ao público em geral, olhando para as assistências dos últimos jogos no nosso complexo desportivo, em que os visitantes estão sempre em maioria ou perto disso (ao contrário do que acontece fora) constato que já nem os seniores são apoiados e isso entristece-me.
5 – Para terminar imagine-se presidente do GDR Canas de Senhorim por um dia. Que medidas e decisões tomaria de imediato?
Paulo Dias
- È uma pergunta difícil de responder, olharia mais para os escalões de formação, criaria ou tentaria criar uma actividade para as meninas, que sempre foram tão esquecidas, tentaria formar uma escola de iniciação ao badmington, ou então uma escola de iniciação à patinagem artística e porque não uma escola de iniciação ao andebol.
É certo que as raparigas também podem jogar futebol e competir nestes escalões com os rapazes, mas penso que ainda existe algum preconceito relativamente a este problema, no entanto ele vai desaparecendo, já não é a primeira vez que em equipas adversárias isso acontece.
Mas também sei que se alguém apresentar este projecto à direcção do Desportivo esta o apoiará como fez com o nosso.
João Marques - Se fosse presidente por um dia, pediria às entidades competentes para recuperar o campo da Urgeiriça para o serviço da comunidade e depois de pequenas obras, através de protocolos com a entidade a que o mesmo fosse entregue, passava para ele toda a actividade do futebol de 7 (Infantis e Escolinhas) criando assim melhores condições de trabalho para todas as equipas.
Depois tentaria perceber a razão porque vai tão pouca gente ao futebol.

 

A voz da juventude…

MSZone - O “amor à camisola” que antigamente existia, pensas que ainda existe no futebol actual?
Vasco Dias - Sim, hoje em dia, nos jogos pode não aparecer muita gente, mas os jogadores têm muito orgulho no seu clube (GDR de Canas de Senhorim), e até os adeptos.
Mas mais nos pequenos clubes, porque nos grandes clubes, os jogadores são profissionais, pensam sobretudo no dinheiro que recebem…

Toda a entrevista no seu: MSZone
E também em: Diário dos Infantis GDR

Taça Amizade António Portugal

 
Aniversário do GDR Canas de Senhorim
Torneio Quadrangular
Taça Amizade António Portugal
 
resultados em MunicípioSport

Futebol Amador e jovem vs Futebol Profissional

Mesmo à distância, e na qualidade de sócio do GDR de Canas de Senhorim (nº 530) só posso enaltecer a brilhante temporada das equipas de futebol do nosso clube. De todas, um destaque especial para as equipas Sénior e Junior. Se tirarmos aquele lado aleatório da bola que entra e não entra, o mais importante a destacar é a obra social do desportivo, nomeadamente os muitos jovens que praticam desporto nesta colectividade, bem como o forte sentimento de identificação dos naturais de Canas, em Portugal e no estrangeiro, com o clube.
Ainda falando de futebol, não posso deixar de destacar pela negativa, não pela época desportiva mas pela péssima gestão de dinheiros públicos, os muitos milhares de euros investidos no clube da sede de concelho – o SL NELAS. Os adeptos e simpatizantes deste clube merecem-me todo o respeito, e certamente compreenderão este desabafo. Parece-me de todo insensato o patrocínio dado, anos a fio, a um clube, a todos os títulos profissional. A megalomania de pretender ser o melhor clube de futebol do distrito não pode ser sustentada pelos contribuintes que, involuntariamente, pagam ordenados chorudos a desportistas profissionais. O dinheiro público, que dizem os políticos ser por aqui escasso, tem pois um péssimo destino. Ora bolas, temos um concelho assim tão rico? A cereja (amarga) em cima do bolo é o caso da alegada corrupção a jogadores de uma equipa adversária – o Abrantes – que contudo os dirigentes do SL Nelas refutam. Esperamos todos que não se confirme este vergonhoso caso, e que de facto seja uma pura falsidade. Só na nossa freguesia temos um punhado de situações onde o dinheiro “investido” no futebol profissional podia ter um fio socialmente mais útil. Assim a minha sugestão é de que se abandone esse despesismo sem público e socialmente inútil, e que, a querer dar-se apoio ao desporto (que é justo e necessário) se dirija o investimento para as equipas amadoras e camadas jovens das várias colectividades do concelho. Futebol Profissional, só se pago pelos próprios interessados.

Manuel Alexandre Henriques
(
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GDR Iniciados 08/09 Equipa Técnica

Nuno “Peliche” Treinador Principal
“Francês” T. Adjunto [Campo]
“Bilinho” T. Adjunto [Guarda Redes]

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