Canas OnLine
Início arrow Opinião
Data e HoraTerça-feira, 06 de Janeiro de 2009

Utilizador






Esqueceu a senha?
Sem conta? Criar Conta!

Rss Feeds

Estatísticas

Membros: 16
Notícias: 75
Favoritos web: 71
Visitas: 70014

Centauro Romano
Logótipo do Canas Online

Centauro Romano

O símbolo associado ao logótipo do Canas Online foi inspirado numa peça romana que Horácio Peixoto recolheu na Quinta do Fojo, em Canas de Senhorim. Trata-se de um elemento terminal de um objecto de culto, uma pátera em bronze, taça cerimonial usada em sacrifícios nos tempos antigos. Representa um Centauro e constitui um dos poucos exemplares encontrados em território português.


Curiosidades

Besencla
Ara votiva

O Concelho de Cannas
1706

Socidade
15 de Julho

Carta de Couto
D. Sancho I

O Pelourinho

Lenda do Pai Mouro
(Lugar do Paimouro)

A história do burro Prim

Lenda da Zefa da Feira

A Cova dos Franceses
Vale Madeiros


Regional

Memória sensitiva

Campanha Eleitoral "ad eternum"

por Ana Mafalda

 

 

Ainda não compreendo bem porque me deixo afectar tanto quando passo pelas coisas … haverão concerteza inúmeras pessoas que por aqui passam todos os dias e nem se tocam!
Porque será que sinto que a minha casa não começa nem acaba na porta da Rua?
Não sei se pela idade … mas milhares de memórias associadas a estes lugares assaltam-me em catadupa …
Por exemplo, quando se esperava e desesperava pela abertura da passagem de nível, se fechada, à espera do rápido … então negociavámos insistentemente com os nossos pais, para uma breve ida ao chafariz, matar a sede, quando tão somente o que queríamos era esticar as pernas e aliviar a espera … eles já fartos, lá permitiam a saída do carro …
Ou, na época que antecedia o Carnaval, ir espreitar o barracão do Sr. Mário Ferreira, numa louca correria de curiosidade infantil, tentando adivinhar os carros de Carnaval que ali se faziam ( do outro lado da rua ) para no dia seguinte, como se de um enorme privilégio se tratasse, poder dizer aos amigos da escola: "eu já vi um carro", às vezes nem a carcaça o era, mas aquele sentir, aquela importância posta nas palavras, como se fosse um assunto de gente grande … ou se de um segredo de estado se tratasse!
Ou numa manobra muito mais arriscada, nos abeirássemos dos tanques da feira ( que hoje já não existem) onde habitualmente acampavam pessoas de raça cigana … só pela inocente curiosidade de apreendermos os seus sinais … apesar do medo que sentíamos!
Quando o campo da feira estava impregnado de "putos" que jogavam à bola, em pleno gozo da sua liberdade de crianças ou jovens, cansados mas felizes, essa liberdade que não ousamos dar hoje aos nossos filhos!
Quando, no chafariz, sucedia uma escorregadela desprevenida, para glaudio dos comparsas … mas para o próprio e no Verão sabia que era um regalo … valia qualquer vexame!
E o jogo lá prosseguia, sem equipamento, sem árbitro, nem espectadores mas com um enorme prazer estampado nas suas caras, apenas interrompido "para ver passar o comboio", era sempre um momento alto!
São estas memórias que me assombram, são estas mesmas que me fazem por vezes sofrer, quando me apercebo do estado das coisas que lhe estão associadas.
Muitas vezes (na época em que ainda não havia água canalizada) especialmente no Verão, não havia água a qualquer a hora … os cântaros formavam uma fila por ordem de chegada … frequentemente a água não abundava em quantidade suficiente para os encher a todos … por vezes faziam-se verdadeiras peregrinações, de chafariz em chafariz…
Havia sempre um, que tinha água até mais tarde ….
Como pode estar tudo como está?
Como posso ficar indiferente?
Como posso considerar que tudo está bem?
Só se fosse inconsciente…
Só se fosse insensível…
Só se fosse acrítica …
Só se não tivesse este sentir…
Só se não vivenciasse estes momentos…
Só se desmemoriasse de vez…
Só se daqui não fosse…
Ou daqui não gostasse…

Faça-se luz

Falta de Luminosidade

(por Ana Mafalda)

Depois de prolongadas reflexões ( pessoais) acerca dos problemas quotidianos que nos afectam em Canas, penso ter descoberto uma das razões, falta de LUMINOSIDADE!

Ora vejamos, as imagens ilustram-no bem, este "mobiliário urbano" rendeu há 14 anos mais de oitocentos votos de Canas !?!? De lá para cá, já não renderiam nada a ninguém, óbvio! Nem a sua manutenção renderia???Então encontram-se neste estado! NUNCA FORAM LIMPOS, imundos e degradados! Outros houve que já foram subtraídos ao espólio original! Alguns foram vítimas de acidentes e encontram-se "de lado", por certo contrariadíssimos, afinal quem é que quer estar "de lado"???… Até na Rua Dr. Eduardo Maria dos Santos, onde se situa a entrada principal da Escola EB 2,3 / S Eng. Dionísio Augusto Cunha, dois dos candeeiros estão sem luz, seguramente desde Junho!!!! Esses foram ali colocados penso que em 1984 e fazem parte do conjunto das obras que o Dr. José Vaz deixou em Canas, mas à data emitiam LUZ … Também o arvoredo que se tornou selvagem ( curiosamente em meio urbano) encobre a passagem da LUZ e nas principais artérias desta nossa Vila!

Ora bem como não temos LUZ suficiente, não estamos em condições de visualizar bem a raiz dos nossos problemas! A falta de obras verdadeiramente essenciais, a responsabilização perante os desmoronamentos ou a eminência destes, a falta de manutenção/gosto pelos espaços verdes e/ou ajardinados, o desprezo pelos passeios pedonais ( a maioria encontram-se "ervados", salvo o da Rua Dr. Tiago Marques, esses estão cultivados!), conclui-se pois, que em Canas não existem Peões, que em Canas somos todos automobilizados!

E tantos outros problemas que se prendem com a área da salubridade… Agora, vindo o Inverno a coisa tem tendência a piorar, pois com a diminuição do fotoperíodo (a saber, número de horas de luz natural durante um dia), menos luminosidade vamos ter, e nos sítios onde reina a obscuridade esta intensifica-se!

Faça-se LUZ em Canas, faça-se também luz nas nossas MENTES! Cuide-se do património comum!

 (clik sobre as imagens, ficará  surpreendido(a)!)

*  Ana Mafalda escreve no blogue MCdS

 

Na primeira pessoa

Um dia destes, escapando-me do sol inclemente e dos fedorentos contentores colocados junto à minha casa (nem sei se lhe posso chamar assim pois começo a interrogar-me como vou acabar de a pagar!) efectuei, em vez da pouco convidativa e contra-indicada caminhada, um pequeno passeio pelo Bairro da Urgeiriça, usufruindo a fresca sombra proporcionada pelos frondosos plátanos e tílias dispersos pelas bermas das ruas e jardins.
Já no fim, depois de revisitar o depósito e forno comunitário, sentei-me no muro que contorna o velhinho e de novo abandonado campo de futebol. Ali, à minha frente, a baliza norte, tinha um encanto especial. Era nela que com os colegas realizávamos os treinos de finalização (o muro livrava-nos de ir buscar as bolas à horta do Dias, como era na do lado oposto). Era junto a ela – primeiro feita de madeira em quina viva e depois em ferro redondo- que tirávamos todas as fotografias!
Desfolhando mentalmente o meu livro de memórias, recordei particularmente dois golos que nela se registaram e como nunca mais vi: - Um do velho Portugal contra a “Lufapo”, de Coimbra, num voo rente ao chão, em que, depois de forte cabeçada, ele e bola só pararam quando a rede da baliza os impediu de prosseguir e baterem na barreira; outro do Pirolito contra a Previdência de Viseu, em que num lançamento lateral ele de costas e ainda distante da baliza indica com os olhos onde o colega deveria colocar a bola e repentinamente, sem a deixar cair, em rotação completa, faz um remate espectacular que resultou num golo que deixou todos perplexos.
Enlevado, não me apercebi da aproximação de um contemporâneo que parecendo adivinhar os meus pensamentos, friamente me aconselha: “ Recorda os bons tempos pois daqui a pouco este espaço será transformado. Têm andado por aqui arquitectos e topógrafos e deve estar a ser preparado algum projecto…”.
Triste fim para um espaço de tanta glória (não só do pessoal das minas mas também dos fornos e do desportivo)!
Sem rodeios, se os terrenos fossem meus, teria sempre que admitir a rua rentabilização. Mas, com a crise instalada no sector da construção civil, (lembro que os espaços para preservação da memória estão definidos e alguns já em fase adiantada de execução) pensaria duas vezes antes de gastar fortunas em projectos que tal crise condenaria ao fracasso e inviabilizaria qualquer retorno.
Mas os terrenos são da EDM, esta é maioritariamente do Estado Português e este somos todos nós. E (como disse o Dr. Ginestal e, honra lhe seja feita, sempre o confirmou) tendo esse Estado uma dívida de gratidão para esta terra porque todos nós contribuímos com os nossos impostos para a construção de um país socialmente mais justo e com o nosso trabalho lhe proporcionámos a obtenção avultados proventos, então, porque não dar à terra aquele insignificante hectare de terreno?
Sem dúvida que, para ele, haverá projectos bem mais úteis.
Deixo aqui o meu projecto. Como é gratuito, não liguem à escala nem critiquem os traços. Não sou especialista nem tenho grandes ferramentas! E será sempre para ficar disponível para toda a população.
Mas o que eu gostaria mesmo era daqui a uns tempos poder dizer ao senhor Portugal que, finalmente, um pouco do seu esforço tinha sido devolvido às pessoas que ele tanto estima.
Mais: Gostaria de pedir ao Pirolito para manter a garra que o tem mantido entre nós, na sua luta titânica contra a doença, para no dia em que o campo nos seja devolvido voltar-mos a fazer uma salada de tomate e atum, como tantas vezes fazíamos antes dos treinos.
**
Gentilimente oferecido por:
João Marques
Jornal Canas de Senhorim
**

Pó-de-arroz

Apenas obras de pó-de-arroz!
 
por Ana Mafalda
 
 
[…]Eu explico-me com um caso real. Como moradora na Avenida da Igreja as obras da sua requalificação não me passariam ao lado, mas mesmo que aqui não morasse pensaria exactamente da mesma forma pois considero ser muito sensível aos problemas dos cidadãos em geral, por isso é um caso que me toca em particular e profundamente, porque atravessa um caso de vida que me é muito querido mas que pode até estar no horizonte de qualquer um, nós não temos a VIDA nas mãos…não sabemos como vamos ficar!
Faz agora um ano, mais dia, menos dia, iniciaram-se as ditas obras para a requalificação da primeira e durante muiiiiitos anos, única Avenida de Canas … a Avenida da Igreja! Iniciaram pois a obra com a colocação nos passeios de infra-estruturas no sub solo (penso que para depois passar luz, telefone, cabo TV, etc.). Posteriormente corrigiram os e rebaixaram os lancis em pontos considerados (não sei por quem!) estratégicos. Seguidamente colocaram o paralelo (mais pequeno) nos passeios. Continuaram a obra com o levantamento parcial do paralelo da própria Avenida, junto ao Solar Abreu Madeira e entre os cruzamentos com as Ruas: da Estrada e Dr. Tiago Marques e a Rua do Rossio, aí retiraram-no na totalidade. A obra foi finalizada com a recolocação “nivelada” do paralelo, onde este tinha sido removido.
Esta obra decorreu durante largos meses!
Só houve celeridade na recolocação dos paralelos e empedramento dos passeios no espaço que decorre entre o Solar Abreu Madeira e a Estrada (salvo seja) do Matadouro para não desvirtuar a Feira Medieval! Na restante Avenida esperámos e desesperámos!!!
Posto isto, obra feita, até parece que ficou tudo bem!! Mas lancem um olhar mais atento, perspicaz, sensível, exigente, um olhar que caracteriza um canense, não é preciso ser especialista!
Foram colocadas passadeiras para peões em pontos estratégicos na Avenida da Igreja?
NÃO!
Foram colocadas sarjetas para recolher e conduzir as águas pluviais?
NÃO!
Foram desviadas as supracitadas infra estruturas por forma a devolver aos passeios maior amplitude para os peões?
NÃO!
Foram escolhidos com sensibilidade e competência os materiais mais adequados, nomeadamente para os passeios, sabendo (como sabem) que nesta Avenida residem pessoas com mobilidade muito reduzida, que por aqui passam, periodicamente pessoas idosas, que se dirigem para a Igreja Paroquial (só o adiantado da idade já é revelador das suas dificuldades de locomoção) e que aqui está sedeado o Lar e Centro de Dia Pe. Domingos?
NÃO!
Consegue um casal, passear lado a lado percorrendo todos os passeios da Avenida da Igreja?
Não!
Poderá uma pai ou uma mãe passear o seu filho(a), no carrinho de bebé, percorrendo os passeios da Avenida da Igreja sem que a criança sinta estar num pesadelo, tal é a trepidação?
NÃO!
Foram acautelados os acessos às moradias onde residem as pessoas com mobilidade condicionada na Avenida da Igreja?
NÃO!
O rebaixamentos nos passeios são facilitadores para quem se desloca em cadeira de rodas?
NÃO!
Houve um entendimento, uma auscultação prévia, às necessidades quer dos moradores quer dos transeuntes, na Avenida da Igreja?
NÃO!
Mas creia que as entidades com responsabilidade foram atempadamente e insistentemente, confrontadas com estas questões que agora aqui denuncio!
Concorda comigo que foi uma obra de cosmética, de pó-de-arroz, ainda por cima rasca?!
O que ocorreu na Avenida da Igreja encontra-se por toda a Vila, ou não se faz nada ou a fazer-se, faz-se da forma mais medíocre …o mesmo se observa nas “parcas”obras que são realizadas nas localidades afectas a esta Freguesiaou ainda pior!Todos estes e outros acontecimentos levaram-me a reequacionar as minhas posições, também gostaria que as nossas pretensões a sermos Concelho viessem a acontecer, vale-nos o sonho! Mas sabe, “podem-nos cortar tudo, menos a raiz do pensamento”, NÃO nos resignamos!
 
Um abraço fraterno.
 
Mafalda
(comentário de Ana Mafalda no blog MCdS_15 ag 08)

Porque há coisas que devem ser lidas

CANAS, SEMPRE
 
por Ana Mafalda
 
 
Vou-me abster de fazer qualquer consideração sobre o candidato que agora se nos apresenta…ficará para mais tarde, prometo! Tenho seguido as apreciações dos "bloguistas", e numa coisa surpreendem-me, se há coisa que os jovens de hoje (e de sempre) se pautam é por serem JUSTOS, é uma característica inerente a quem não tem "afectações", os jovens são por natureza justos, também nos seus comentários! Mas como ser justo quando se desconhece o passado?? Como fazer avaliações sem avaliar procedimentos?? Seriam avaliações preliminares e pouco fundamentadas ou pouco estruturadas, sem crédito e não concordantes com um verdadeiro espírito jovem, concretamente no que concerne a avaliar este ou outro dos candidatos que possam surgir a candidatarem-se à Camara Municipal de Nelas! É preciso conhecê-los, conhecer as suas obras, ver os seus projectos, conhecer a equipe e depois ponderar … e MUITO, sobre aquilo que, face à actual conjuntura é melhor para esta Vila, de que sou NATURAL, RESIDENTE e FÃ!
Quando o Dr. José Vaz se candidatou pela primeira vez à Câmara ( e que veio a ganhar) - eu devia ter uns 14, a rondar os 15 anos - sei que foi muito mal tratado, criticado até, sobretudo pelos Canenses da época, mas não me lembro de ter havido outro presidente posterior a ele que mais obra deixasse em Canas !!! Nem o Sr. Eng. José Manuel ( que apenas concluiu as obras iniciadas pelo seu antecessor), nem o Dr. José Correia nem a nossa actual Presidente…É difícil imaginar como era Canas na primeira metade da década de 80, efectivamente não havia água canalizada, as mulheres ( sempre o grande papel das mulheres de Canas) iam à fonte, colocavam os cântaros em filas, quando chegava a água enchiam-nos e carregavam-nos à cabeça para casa. Só tinha água canalizada quem possuia um poço, todos os outros não tinham o conforto de usufruirem de um gesto tão simples, como o de abrir uma torneira e esta jorrar água! Não havia uma eficaz rede de esgotos ( ainda não há!), estes ou iam a céu aberto, ou eram canalizados para fossas sumidouras, inquinando depois os aquíferos livres, obviamente! A maioria das casas em Canas ainda não tinha uma casa de banho ( digna desse nome), isso era para os mais remediados. Os dejectos familiares, eram acumulados num balde e a altas horas lá iam, mais uma vez, as mulheres livrarem-se de tais assuntos!!! Ainda hoje em Canas há zonas sem Saneamento Básico, e como em qualquer contrasenso, onde é permitido contruir habitação, pois o plano director municipal o permite!!! Mas sem estas infraestruturas básicas de salubridade e saúde pública…Por acaso ouvem os protestos??? Mas curiosamente até têm água canalizada!!!!Habitação Social não havia, os juros chegavam a atingir nessa época os 20%, não havia possibilidade para a maioria das familias de contrair empréstimos para contruírem ou adquirirem habitação… Os três lotes de apartamentos que se encontram em frente à GNR foram construídos a pensar nas pessoas que até podiam pagar, mas não a juro de Banco, pois esse era proibitivo… Não havia o Complexo Desportivo do GDR …mas havia bons resultados e mais orgulho de que há hoje nessa instituição que acabou de comemorar o seu 75º aniversario! PARABÉNS GDR !!A CPFE, a ENU e a CUF ( conhecem as siglas? os mais jovens claro!!), laboravam em pleno, o movimento dentro da Vila era tanto que, se tiveram de alterar os horários das Escolas Primárias por forma a não coincidirem com os das saídas das fábricas, minimizando os riscos de atropelamentos às quatro-esquinas!! Eram mais os homens que trabalhavam nessas fábricas, eram poucas as operárias, as tarefas domésticas estava confiadas às mulheres, assim como o trabalho no campo, a criação e responsabilidade com os filhos, etc… só nas folgas, fins-de-semana ou férias contavam com a ajuda dos maridos - e as que contavam!!! Tinham a seu cargo casa, campo e filhos, não necessáriamente por esta ordem, vejamos: só havia um Jardim-Escola, o Jardim-Escola João de Deus, que funcionava numa casa cedida pela ENU, no bairro dos Engenheiros, e que tinha sido fundado em 1971. A Escola Técnica do Dão só tinha oferta até ao 9º ano… Os jovens de então, tal como os de hoje, queixavam-se que não havia aqui nada para fazer, que quem estava no poder não contava com eles … para se entreterem organizavam clubs, inspirados em leituras juvenis e era assim que por exemplo passavam o longo período das férias escolares… Piscina só a do Grande Hotel das Caldas da Felgueira para os mais abonados e o Rio Mondego para os restantes… Alguns males, destes que referi, principalmente os relacionados com os de Saneamento Básico, não são exclusivos de Canas, persistem por todo o Concelho, mas a grande diferença é que em Canas as pessoas não se contentam com a politica do pó-de-arroz … Existem na Lapa, na Aguieira, em Vale Madeiros, na Póvoa de Santo António nas Caldas da Felgueira em Carvalhal Redondo … até na "cidade" de Nelas! e arredores…Não queiramos fazer aos outros aquilo de que nos queixamos que nos fazem a nós, não ignoremos pelo menos as povoações da nossa Freguesia!
Os Canenses têm características peculiares, somos um povo protestativo, não nos contentamos com tuta-e-meia, a "inércia faz-nos mal", achamos que tudo merecemos, achamos que não somos menos do que ninguém, para nós tudo o que aqui se faz é pouco… mas também somos solidários, unidos nas causas, trabalhamos bem em grupo… e muito mais. Porque temos orgulho da nossa Terra, porque temos orgulho do nosso passado, da nossa história e do nosso património, porque realizamos projectos colectivos sem qualquer apoio e o conseguimos FAZER!! E isso dá-nos um certo "Élan"! Como "levantar" um dos mais bonitos, genuínos e originais Carnavais deste país, com o Rossio, o Paço e o Despique a oferecerem momentos únicos !! Aqui nesta Terra sobrevivem todas as associações só com o empenho, carolice e total abnegação dos canenses envolvidos, desde o GDR, ao Grupo de Teatro Antª João Pais Miranda, ao agrupamento 604 do CNE, ao Canto e Encanto, aos grupos dos Jovens: o Canas + Jovem, o Prometeu; a Misericórdia, os BVCS, a Casa do Benfica, a Casa do Sporting, os inúmeros grupos relacionados com a Paróquia, a Irmandade de S. Sebastião … e concerteza algum que eu me esqueci de nomear, mas que algum "bloguista" mais atento me vai remeter, OK? Organiza-se a Feira Medieval, o S. João, o Carnaval de Verão … e qualquer espectáculo que aqui se organize é um sucesso "à priori" apenas e só com a prata da casa !!! É tudo isto que nos une uns aos outros, muito para além da nossa contemporaniedade, um património natural e histórico comuns!! Somos pois ESPECIAIS!!! E somos muitos! E temos peso! E colocamos e derrubamos Presidentes de Câmara quando queremos, quando orientamos o nosso voto !!!!!Temos de estar atentos, avaliar com conhecimento de causa todas as situações, não sermos ingénuos como o fomos no passado recente, não embarcarmos em partidarismos, nem em "passarolas" pois tudo o que nos "parte" fragiliza-nos…
Esta Vila merece o melhor, os habitantes desta vila merecem todos o maior respeito, pois formaram no seu conjunto o maior e único pólo industrial do interior deste País, com enorme orgulho, durante cerca de 8 décadas e num passado ainda relativamente recente! Vivem e viveram aqui excelentes homens trabalhadores, mulheres corajosas, fortes, excelentes companheiras e mães !!!!Defeitos todos temos, não há povo que não os tenha, mas potenciemos as nossas virtudes, saibamos todos em conjunto escolher o melhor futuro para cada um de nós, para os que nos vão suceder e para CANAS, SEMPRE!
10 Agosto, 2008
Página anterior« »Página principal
EditorialCanas em MovimentoCarnavalViagem MedievalOnde ficarOnde comerVisiteSlide ShowEndereços úteisLinksInternetContacte-nosProcurar