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Data e HoraTerça-feira, 06 de Janeiro de 2009

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Centauro Romano
Logótipo do Canas Online

Centauro Romano

O símbolo associado ao logótipo do Canas Online foi inspirado numa peça romana que Horácio Peixoto recolheu na Quinta do Fojo, em Canas de Senhorim. Trata-se de um elemento terminal de um objecto de culto, uma pátera em bronze, taça cerimonial usada em sacrifícios nos tempos antigos. Representa um Centauro e constitui um dos poucos exemplares encontrados em território português.


Curiosidades

Besencla
Ara votiva

O Concelho de Cannas
1706

Socidade
15 de Julho

Carta de Couto
D. Sancho I

O Pelourinho

Lenda do Pai Mouro
(Lugar do Paimouro)

A história do burro Prim

Lenda da Zefa da Feira

A Cova dos Franceses
Vale Madeiros


Regional

Não há como o humor, para lidar com o desprezo!!

Ser pertencente ao : Reino: Plantae Divisão: Spermatophyta Sub-Divisão: Angiospermea Classe: Dicotiledonea Sub-Classe: Rosidea Ordem: Brassicales Família: Brassicaceae Género: Brassica Espécie: Brassica oleracea L. var. oleracea

Nome vernáculo: Couve Galega
 
Características da Planta: Possui folhas caulinares largamente amplexicaules, grossas, ligeiramente verde-azuladas, folhas basilares subinteiras ou lirado-penatipartidas com segmentos pouco numerosos, flores brancas ou amarelas, com pétalas obovadas e sépalas erectas.
 

Época de Floração: Maio a Agosto Habitat: Terrenos Cultivados

Distribuição Geral: Encontra-se por toda a Europa Ocidental, com uma ocorrência e incidência muito curiosas na Rua Dr. Tiago Marques ( foto do local).
De uma tenacidade invulgar superando um habitat inóspito, trata-se provavelmente de uma variedade de Brassica oleracea L. desconhecida, e merecedora de um estudo aprofundado, devido à sua sobrevivência e alto grau de desenvolvimento face às características do terreno -PASSEIO PEDONAL .
Será uma forma espontânea ou cultivada?
As características geológicas do terreno bem como a espécie em causa contradizem a forma espontânea!
Terá sido cultivada?

Será um estudo de caso, para testar o terreno?, a espécie?, ou alertar para que se faça um estudo mais completo, desta muito provavelmente, nova variedade de Brassica oleracea L.

Será uma forma de chamar a atenção!!!
 
 
Curiosamente em Canas também se encontram fenómenos!!!!!!
Parabéns ao agricultor!
 

Ana Mafalda

(Ana Mafalda escreve no blog Município Cannas de Senhorym)

Será uma brincadeira carnavalesca…

…confundir o Solar Abreu Madeira com a estação de Caminhos de Ferro em Nelas?

Festa do 2º de Agosto

Para os mais distraidos fica aqui uma rima do Tony (o cantor), feita para a música tradicional ‘Apita o comboio’

Em Canas de Senhorim
Em Canas de Senhoredo
Apita o Comboio
Canas a Concelho!

Um "Post" de antigamente

Carta de António João Pais Miranda meses antes dos acontecimentos de 2 de Agosto

Canas de Senhorim, 15 de Fevereiro de 1982

Minha querida Madastra:

Espero que esta minha carta a vá encontrar cada vez mais gorda. Nós, por cá, piores que estragados.
Tal como você pediu já seguiram para aí os Correios, o Rápido, o Posto Médico, a casa do Povo, o Alcatrão e o Entrudo. Não compreendi se quer já as Escolas ou se ainda vão ficar cá mais um tempito.
As retretes que prometeu já cá chegaram. Foi uma grande Festa. Naquele dia toda a gente Mijou. A Sr. Antero disse que foram lá 8.000 Gajos.
Os buracos que a Madrasta viu já foram todos alargados e o entulho foi puxado para os passeios. As valetas estão agora cheiinhas de erva, por isso, pró gado NÃO VAI HAVER CRISE.
É pena não ter vindo o Viaduto sobre os Caminhos de Ferro mas, como você disse, estavam as cancelas fechadas.
Já informei os Clubes de Escravos que não esperassem este ano a Esmola do costume porque a Madrasta me tinha dito QUE NÃO HÁ NADA PRA NINGUÉM.
O meu irmão Zé Penúria, queria libertar-se, mas eu disse-lhe que já um dia eu também tentei e você mostrou-me a Catana.
Quanto às luzes que você ia enviar, a minha Madrasta é quem manda, mas eu acho asneira: Aquelas luzernas ou escuro pouco monta.
Também já nos foi entregue o pedaço de cemitério que você nos ofereceu, mas aquilo está ainda muito esguelhado. Diga agora a minha Madrasta se nos quer enterrar a prumo ou a viés.

Até à próxima se Deus quiser
O escravo português (século XX)
Zé Canas
PAMIR 85

Peças teatrais, jograis e quadras fazem parte do espólio de luta do António João… a rever em Setembro peças como a “Varanda” (a da má língua) e os Buracos…

O Burro Prim |II|

A história do burro Prim…

Esta é uma história verídica que correu Mundo, nos anos sessenta do século passado…
Dela fez eco o DIÁRIO DE COIMBRA nº. 10722, de 11 de Março de 1962, pela pena do seu Correspondente em Canas de Senhorim, Dr. Abílio Monteiro.
Mas… leiamos o que se escreveu naquele Diário…

“Falámos aqui, ultimamente, de uma burra que se dá ao luxo de comer as galinhas e frangos que lhe passam perto, originando ao dono muito sérios problemas. Hoje vamos apresentar um caso não menos curioso, em que entra um animal da mesma espécie, este do sexo masculino, que foi atacado pelo vício do vinho, e não é capaz de trabalhar sem que lho satisfaçam.
Utilizemos, porém, os dados que nos são remetidos pelo nosso correspondente em Canas de Senhorim. Há ali um burro, pertencente a um senhor chamado Plácido, ao qual, não se sabe bem porquê, puseram o nome de «Prim». O animal presta os seus serviços no transporte de carnes do Matadouro para os talhos do mesmo Mercado daquela vila, e o dono utiliza-o também para aluguer, no que vai ganhando para sustentar o burro.
Sucede, no entanto, que quando ambos se dirigem à vila, partindo do bairro do Casal, onde moram dono e burro, ao passarem à porta da taberna do sr. Abílio Máximo da Silva têm de fazer obrigatoriamente uma paragem, porque, não o fazendo, o jerico se recusa terminantemente a prosseguir na jornada, não havendo palavras persuasivas ou chibatadas violentas que o demovam do intento. É que ele exige que o dono lhe forneça uma boa ração de vinho, pois se assim não for resolve não dar mais um passo, e não o dá, mesmo! E não pensem os senhores que o «Prim» se contenta com qualquer zurrapa. Isso sim! Há tempos misturaram-lhe água na bebida, e ele rejeitou-a, pura e simplesmente, como bom apreciador cujo paladar dá logo pelo logro. Rejeitou-a e ferrou no dono uma parelha de coices para lhe provar que, apesar de burro, ninguém lhe come as papas na cabeça!
Sucede, algumas vezes, que o sr. Plácido não traz dinheiro para pagar o vinho ao burro. Bem se importa ele com isso! Finca as patas no terreno e chega a levar o atrevimento até ao ponto de, com os dentes, agarrar o bolso do colete do dono, como a querer demonstrar-lhe que ali existem sempre algumas reservas monetárias. Mas – alto lá! – Depois de satisfeito o vício, o burro fica outro, parece ganhar novas energias, e trabalha que é um gosto vê-lo!
Muitas vezes o sr. Plácido, querendo furtar-se à despesa, tem de ir dar longa volta pelo lugar do Paço, evitando a taberna. Porque se passa junto dela, é certo e sabido que esportula o dinheiro do vinho, pois o burro não lhe perdoa, nem arreda da porta sem satisfazer o vício. Tem sucedido até que, quando aquela se encontra fechada, o dono do «Prim» tem sido forçado a chamar o taberneiro, pois de contrário, nem por um decreto o burro arrancaria!

Há mais uma particularidade curiosa no temperamento deste animal. É a da sua dedicação por uma cadela chamada «Pepa», pertencente ao sr. Dr. Madeira Lobo, da vila de Canas, e pela qual o endiabrado «Prim» se parece ter apaixonado! De cada vez que ele pára a cadela aparece e «conversam» os dois animadamente, numa linguagem que só eles compreendem, mas que chega ao extremo da cadela lhe dizer segredos ao ouvido, como se vê na expressiva gravura que acompanha estas linhas.
Outra gravura mostra-nos o burro, pela arreata, com uma coroa de flores ao pescoço, como se tivesse chegado das ilhas do Haway, preparado para a «cerimónia» da fotografia.

Burro de seiscentos milhões de diabos, tem sido alvo do interesse de toda a gente, figurando entre as curiosidades mais singulares da vila de Canas de Senhorim. E a verdade é que não fica por aqui o seu rosário de «aventuras». Ainda no último Carnaval se tomou de amores pela burrinha branca de um vizinho, sendo preciso chamá-lo à ordem severamente, para que não fosse provocado o escândalo público na pacata localidade.

Tudo isto, repetimos, nos é contado pelo nosso solícito correspondente em Canas de Senhorim, onde várias coisas estranhas estão já a acontecer, em competição acesa com aquelas que se verificam no Entroncamento…” (sic)
Trabalho de Amef
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