Canas OnLine

A Vila de Canas de Senhorim é uma terra tipicamente beirã. Situada entre a Serra da Estrela e a Serra do Caramulo é ladeada pelos rios Mondego e Dão. A sua história remonta a tempos milenares, conforme documentam os diversos vestígios pré-históricos e romanos existentes. Foi-lhe concedida carta de foral em 1196 e em 30 de Março de 1514 o rei D. Manuel I confirma o privilégio através de novo foral, o qual confere à vila o estatuto de concelho. Em 1866 é extinto o concelho, circunstância nunca aceite pela população que ao longo do tempo tem lutado pela sua restauração >>>

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Data e HoraQuarta-feira, 08 de Setembro de 2010

O Relinchar do Cavalo

Carnaval de Fato e Gravata

Quando se fala da tradição, cheia de rituais, que é o Carnaval de Canas, quase sempre esquecemos o que está por trás… A política ou, para melhor explanar, a organização (já que, actualmente, a palavra “política” tem conotações muito negativas)…

Em conversa de café com ex directores das duas associações, todos e lamentavam do facto de terem sido tratados com “escravos” dos respectivos associados, construtores de carros alegóricos, ou marchantes… Ser director do Rossio ou do Paço é, apenas e só, uma missão que contempla unicamente obrigações e maus tratos…

Na verdade, o espírito de missão tem de estar presente nestas ou noutras associações, mas, o que mais custa, são os nomes puxados para a lama, já que o muito trabalho é recompensado no Domingo Gordo quando vêm os respectivos corsos a desfilar nas ruas… Uma sensação de dever comprido…

Por muito boa vontade que se tenha, não é possível elevar o Carnaval de Canas sem mais gente de fato e gravata!…

Para se fazerem carnavais mais “elevados”. Não podem os tesoureiros andar a fazer flores enquanto anda o presidente procura dele para ser assinado um cheque para pagar um fornecedor… Não pode um presidente de um bairro deixar de reunir com o do outro porque tem uma carro alegórico para fazer… Não podem os cobradores de cotas perder tempo a negociar esferovite…

Esta (des)organização, por exemplo, impede que alguém tenha disponibilidade de tempo para “estudar” e encomendar as quantidades certas de papel, esferovite, tintas e tudo o mais, em procurar os melhores preços… Digo-vos que, com tempo, se conseguem materiais 75% mais baratos…

Com tempo, pessoas e uma melhor organização teríamos espaço para animação de rua, música ao longo dos 3 dias, realização de eventos anexos, fogo de artifício no final do despique, promoção nos média, mais apoios institucionais, mais patrocínios e tudo o mais que cada pessoa de “fato e gravata” se lembrasse…

Contudo, o Carnaval de Canas, não tem na sua génese este espírito organizacional… Basta notarmos que numa tradição com IV séculos os “fatos e gravatas” só apareceram há pouco mais de 20 anos… É um poder do Povo…

Ainda hoje, a maioria das pessoas torce o nariz a uma simples reunião entre as direcções do Paço e do Rossio… Ainda hoje, principalmente no Rossio, parece haver vergonha em aceitar apoio da Cmasn… Os foliões, organizados, ou não, em grupos que fazem os corsos, ainda não entenderam que não podem todos ir na frente na marcha ou colados as carro da música… Não compreendem que cabe a alguém (sob indicação das direcções) a organização da marcha, com todas as dores de cabeça que tem associado, mas, no entanto, assumido!…

As pessoas, teimam, principalmente as do Paço, que há horários de passagem, que não se pode estar parado uma hora no mesmo sítio… Não pode uma marcha organizada estar constantemente é ser vítima de saídas para beber um fino… muitos finos… Não podem ir os carros alegóricos por uma rua e a maioria dos marchantes sair em debandada por outra… Mas, enfim, os populares é que mandam, é isso o Carnaval de Canas…

Uma tradição, com inúmeros momentos, dezenas de rituais… Quando se pede algo mais ao Carnaval, ele em si, não se permite elevar… O Carnaval de Canas é o que é… Não está muito virado para pessoas de fato e gravata… São, direi até, dispensáveis!…

De mim, têm um muito obrigado e o respeito por todas as suas decisões tomadas de boa fé… Às vezes não há tempo, nem pachorra, para mais… Obrigados a “eles”!…

O Relinchar do Cavalo

Chover no molhado…

Depois da boa entrevista do @Manel (não o vou chamar Sr. Dr.!), apraz-me comentar…

Em 1º lugar o simples(?) facto de o Deputado Hélder Amaral conceder uma entrevista a um Blogue, ainda por cima de nome “Município de Cannas de Senhorym”, isto apesar das suas respostas intrigantes, irritantes, desmoralizantes, mas sérias. O simples facto de ele deixar o seu pensamento ser escrutinado pelo povo é de saudar… e eu saúdo-o por isso.

Parece claro que PSD e CDS nacionais estão juntos e apoiam a coligação “todos juntos pelo concelho de asnelas”; que o facto de Canas ter votado maciçamente na mesma, não foi mais que um suicídio colectivo, se bem que continuo a achar que não havia outra solução… Hélder Amaral lá foi dizendo de Canas de Senhorim que se não vota no CDS, logo, não pode contar muito com fidelidades cegas…

No entanto, noto que “vai dando uma no cravo outra na ferradura”, pois sabe muito bem que esta coligação só “renova contrato” se Canas de Senhorim quiser… e toda a gente sabe que não quer!… CDS e PSD preparam já a derrota neste concelho que tanta luta lhes deu para ganhar… juntaram Canas contra Zé Correia e assim derrotaram o PS… se bem os canenses sempre se estiveram a “borrifar” para querelas politico-partidárias. O PS, como um todo, nunca foi o inimigo!…

Contudo, também não é o CDS que me preocupa muito, para sermos Município temos de contar com o apoio de pelo menos um dos dois grandes partidos…
E ficou por perguntar o que raio esteve a fazer o Sr. Hélder com o ex e novo presidente de partido Paulo Portas num palco da Praça, com uma promessa inequívoca, favorável s nossas aspirações, na altura e no futuro. Só que parece haver outra palavra em política para transmitir o que está para além do futuro… eu não sei bem é qual é!…

Não se assume politicamente uma discriminação positiva da mais elementar justiça; propõe-nos, como se fosse o bastante, uma ténue igualdade, o respeito, a simpatia e o reconhecimento que temos razão. Mas alguém vive da razão? Quer-me parecer que não! Relembro o exemplo do subsídio a cada bairro carnavalesco do concelho, logo no 1º ano de mandato: 10.000€ para os de Canas, 25.000€ para os de asnelas… sintomático?!…

Não esqueço, e seria politicamente sério, que em vez de se alterar o PDM para possibilitar a implementação e ampliação de novas industrias, se recorresse s zonas industriais já existentes e votadas as abandono, ou seja em Canas de Senhorim. Haverá, neste aspecto, alguma diferença entre Zé Correia e Isaura Pedro?… Só a simpatia!

Por tudo isto e muito mais, o Sr. Hélder Amaral, já que não quer, ou não pode, estar com a luta municipal dos canenses, pelo menos promova a equidade entre todos os munícipes asnelenses, nos quais eu, infelizmente, me incluo para efeitos administrativos, mas nunca me incluirei em pensamento. O meu concelho é Canas de Senhorim!

Mas obrigado por esta entrevista, do fundo do coração, obrigado… ao entrevistado e ao entrevistador!…

O Relinchar do Cavalo

Viva Canas de Senhorim, SA.

Quando não há dinheiro, não há obras!… Mas agora com as engenharias financeiras, os órgãos de poder, conseguem “empréstimos” concessionando o seu património, ruas, largos, zonas industriais equipamentos sociais e eu sei lá que mais… A “coisa” em si nem é má!…

Eu prefiro criticar coisas mais “comesinhas”… Esta empresa, como o próprio nome traduz, vai investir em asnelas… Esta mania de todos os administradores concelhios elevarem ao endeusamento os símbolos e nome da Vila madrasta, demonstra um sentimento de inferioridade… Reparem que o próprio brasão de concelho é, como não podia deixar de ser, o da Vila de asnelas…

Eu proponho então outra coisa… Outra empresa, a “Viva Canas de Senhorim, SA.!… Porque, se houver seriedade, o investimento necessário no concelho é em Canas de Senhorim… Só que todos nós já estamos a imaginar o porquê… Canas vai ser, pela enésima vez, chutada para canto… Com a “Viva Canas de Senhorim, SA., fariam-se as ruas, estradas, rotundas, equipamentos, passeios, jardins e tratar-se-ia da manutenção de tudo isso… Mas… Mas… Esperem lá, isto até pareceria um concelho “encapotado”… Vamos então elevar Canas de Senhorim a Sociedade Anónima… Até vou mais longe… Os nossos impostos, taxas e contribuições, em vez de se perderem nos corredores da cavalariça asnelense, iriam directamente para essa empresa… Nós, os contribuintes, teríamos acções… E nós, elegeríamos os administradores numa assembleia geral…

O estado português faria também uma “Viva Portugal SGPS” para gerir as participações do estado nessas empresas, os distritos ou regiões constituiriam grupos de interesses mútuos económicos, tipo “Viva Dão Lafões , SA”….

Por ventura, neste blogue não haveria capital suficiente para nos tornarmos sócios de referência da “Viva Canas de Senhorim SA.”?… Vá lá, 5% já não era mau!… Vamos investir na nossa terra!… vamos abrir os nossos cordões bolsa!… Depois, lançaríamos uma OPA “Viva Nelas, SA.”, faríamos fusões com a “Viva lapa do Lobo, SA.”, com a “Viva a Aguieira, SA.”, com a “Viva as Laceiras, SA…. Com o correr dos tempos poderíamos comprar a “Viva a Figueira da Foz, SA.” ou a “Viva Montegordo, SA.”…

Digam lá se não era boa ideia?… Ou então, se calhar, está na hora de acordar… Bom dia!…

Editorial

Como comentário ao sempre excelente estudo estatístico do @Portugasuave sobre a blogosfera canense, também por ser (acho) o administrador residente destes meses, apraz-me dizer o seguinte:

Deveríamos dar destaque a desaparecimento do blogue do GDR… Nem é bem o ter desaparecido, o que não deixa de ser mau, mas o porquê de ter sido “apagado” pelo seu criador…
É aquele velho problema da má educação anónima na Internet, que s vezes somos obrigados a fazer parte, por estarmos inseridos, mais ou menos bem, em comunidades de pessoas que não se conhecem (em princípio), que abrem temas discussão a todos e nos torna, de certa maneira, coniventes…
Mas, o desaparecimento do Blogue do GDR (não oficial) é coisa má!… Fico triste! E até me apetecia dar de novo ânimo ao seu criador para a continuação… Só que não tenho tempo!…
Mais importante que os comentários e comentadores, postagens e postadores, criticas ou enaltecimentos há a vida e a morte de um blogue…

No entanto, também terei de dizer, que a blogosfera canense esqueceu os grandes valores da sua criação… A critica interna e externa, o observatório de noticias que pudessem ter alguma relação com Canas de Senhorim, os pontos de vista antagónicos e comentados até exaustão e, porque não dizê-lo, um serviço de informações secretas…

Mas talvez isso sejam tiros nos pés, talvez não estejamos para nos maçar, talvez seja melhor continuarmos a “Parada Gay”…

O Relinchar do Cavalo

Tenham misericórdia de mim!…

Fundada em 1948 por Frei Miguel de Contreiras, com apoio da Rainha D. Leonor, espalhou-se um pouco por todo o país… V séculos depois surge em Canas de Senhorim!
Cambaliantemente durante uns anos parece ter levantado voo em 2007… O que é bom!… mas ao ler as 7 obras de cariz espiritual que se obrigam, deixa em mim um misto de tristeza e gozo… ensinar os simples, dar bons conselhos (com S), corrigir com caridade (amor) os que erram e consolar os que sofrem são acções de humanidade… agora, perdoar os que nos ofendem, sofrer as injúrias com paciência e rezar as Deus pelos vivos e pelos mortos! Bem, será melhor não adjectivar, os amigos do blogue até podem ficar ofendidos…
Uma misericórdia é o que é!… algo de grande importância, ao mesmo nível de um Centro Social e Paroquial… mas, a Misericórdia de Canas de Senhorim será algo mais, algo diferente, algo de interesses mais…, como direi, mais políticos… talvez uma miscelânea de bem feitores ensaiando uma união entre a Opus Dei e a Maçonaria…
Tudo será bom se houver dinheiro, se houver aquele bem aventurado que ofereça uns terrenos, se tiverem um amigo na segurança social…
Quando a força do dinheiro esmorecer, lá teremos os mesmos de sempre… os que recusam deixar morrer as coisas, os que irão ao cerne da coisa…
Que os que agora constroem, não venham depois destruir!…
E aqui ficam as 7 obras de cariz corporal: Remir os cativos e visitar os presos, curar e assistir os doentes, vestir os nus, dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, dar pousada aos peregrinos e sepultar os mortos.


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